
Olho dos Sábios
Cláudio Fontenelle
A semente do saber não pede licença pra germinar
É luz na escuridão de quem não quer enxergar
Não é cabresto, é asa, é vento no horizonte
Bebendo a verdade direto da fonte
A mente que se abre não volta pro lugar
É rio que corre e não cansa de buscar
Educação é a arte dos sábios, o brilho no olhar
Enquanto a doutrinação é o embuste de quem quer te calar
Covarde é quem vende a mentira pra manter o terreiro
Sábio é quem busca o mundo inteiro
Educação é a arte dos sábios, o grito da razão
Não aceito cabresto no coração
Não aceito cabresto no meu coração, ohô
Engana o tolo com promessa de um céu de papel
Mas o sábio desenha o mapa, ele tem o pincel
O medo é a coleira que o covarde tenta pôr
Mas o conhecimento é o nosso libertador
Não troco minha dúvida por nenhuma certeza morta
A curiosidade é que me abriu a porta
Educação é a arte dos sábios, o brilho no olhar
Enquanto a doutrinação é o embuste de quem quer te calar
Covarde é quem vende a mentira pra manter o terreiro
Sábio é quem busca o mundo inteiro
Educação é a arte dos sábios, o grito da razão
Não aceito cabresto no coração
Não aceito cabresto no meu coração, ohô
Abre o olho, meu irmão, não se deixe levar
O papel do oprimido a gente tem que rasgar
Pensa por si mesmo e não terceirize o pensar
A vida é muito curta pra não questionar, questionar
Educação é a arte dos sábios, ohô
É isso aí
Abre o olho, Brasil



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