Onde o Silêncio Canta
Cláudio Fontenelle
Caminhamos pelo asfalto quente, sem pressa
Sem pressa, onde o sal encontra
A primeira promessa, teu olhar é um porto
Que eu não mapeei, não mapeei
Mapa de estrelas que eu nunca desejei
A cidade respira sob o nosso pé
Sob o pé, e a dúvida vira uma brisa de fé
É uma maré que não vai mais descer
O tempo parou só para gente caber
No balanço doce desse novo lugar
Onde o silêncio começa a cantar
É calma, é calma, é fundo, é o teu calor
É o teu calor, não é coincidência
É o nexo em fim, não é coincidência, é o nexo
Em fim, teu silêncio tem o mesmo timbre que o meu
O ruído do trânsito perdeu a cor, diante desse brilho
Desse exato tom, estamos a deriva no centro do leblom
Onde acaso produz o melhor som
É uma maré que não vai mais descer
O tempo parou só para gente caber
No balanço doce desse novo lugar
Onde o silêncio começa a cantar
É calma, é calma, é fundo, é o teu calor
É o teu calor
Nada se move como nós
No meio do mar, há sóis
Nada se move como nós
É uma maré que não vai mais descer
O tempo parou só para gente caber
No balanço doce desse novo lugar
Onde o silêncio começa a cantar
É calma, é calma, é fundo, é o teu calor
É o teu calor
É calmo, é fundo, só nós
Hum, só nós



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