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Sólo se quiere uma vez

Claudio Frollo

Sólo se quiere una vez

La lluvia de aquella tarde
nos acercó unos momentos...
Pasabas... me saludaste,
y no te reconocí...
En el hall de un gran cinema
te cobijaste del agua
y entonces vi con sorpresa
tu envejecido perfil.

Al verte los zapatos tan aburridos
y aquel precioso traje que fue marrón,
las flores del sombrero envejecidas
y el zorro avergonzado de su color...
No quise creer que fueras la misma de antes,
la rubia de la tienda "La Parisienne",
mi novia más querida cuando estudiante
que incrédula decía los versos de Rubén:
"...Juventud, divino tesoro
te fuiste para no volver.
Cuando quiero llorar no lloro
y a veces lloro sin querer..."

Resuelto corrí a tu lado
dándome cuenta de todo.
Quería besar tus manos,
reconquistar tu querer...
Comprendiste mi tortura
y te alejaste sonriendo...
Fue tu lección tan profunda...
¡Sólo se quiere una vez!

Sólo se quiere uma vez

A chuva daquela tarde
nos aproximou por alguns momentos...
Você passou... me cumprimentou,
e eu não te reconheci...
No hall de um grande cinema
tu te abrigou da água
e então vi com surpresa
tua silhueta envelhecida.

Ao ver teus sapatos tão sem graça
e aquele lindo terno que era marrom,
as flores do chapéu desgastadas
e a raposa envergonhada da sua cor...
Não quis acreditar que você era a mesma de antes,
a loira da loja "La Parisienne",
minha namorada mais querida quando estudante
que incrédula recitava os versos de Rubén:
"...Juventude, divino tesouro
você se foi para não voltar.
Quando quero chorar não choro
e às vezes choro sem querer..."

Decidido, corri ao seu lado
percebendo tudo.
Queria beijar suas mãos,
reconquistar seu amor...
Você entendeu minha tortura
e se afastou sorrindo...
Foi sua lição tão profunda...
Só se ama uma vez!

Composição: Carlos Vicente Geroni Flores / Claudio Frollo