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Amanhecerá Amanhã

Claudio Roman

Amanecera Mañana

Encendiste el cigarrillo y volviste a decir una y otra vez lo mismo
Pero no te animas a cruzar la puerta
Porque allá afuera sabes que siempre está el abismo
Es recurrente tu manera de actuar
Pero yo no soy quién para poderte juzgar

Todos tenemos estrellas que jamás han de brillar
Empeñaría mis sueños a cambio de volver a verte sonreír
Y que los fantasmas tropiecen por las escaleras
Y se conviertan en estatuas que puedas combatir
Donde brillará el cielo que cubrió nuestro altar
Donde caerán las hojas que en tus pies crujirán

A veces parte de la vida se transita en soledad
Aunque siempre tengas una mano que apretar
Los miedos suelen sellar las hendijas por donde escapar
Si no vez la luz que te puede guiar
Si las lágrimas se acumulan y te ahogan por dentro
Si miras y el camino solo tiene oscuridad
Si tu voz entrecortada es lo único que escuchas
Entiendo que sientas que ya no hay nada más

El cigarrillo se consume como se consume tu brillo
Porque cuando un vidrio se empaña
No refleja ni observa
Pero, aunque no sepa como remolcarte a la orilla
Nadaré con vos en las profundidades de tus pesadillas
Y algo surgirá desde el abismo de tu soledad

Donde brillará el cielo que cubrió nuestro altar
Donde caerán las hojas que en tus pies crujirán
Las calles del barrio preguntan por vos
Y la abuelita de la esquina espera bajo el Sol
Hay personas que mantienes con tu llama
A pesar de la noche oscura que envolvió tu mirada

Apaga la luz y descansa
Siempre amanecerá mañana
Te susurraré para que camines, aunque no sepas hacia donde
Que, aunque sientas un frío profundo por dentro
La vida sigue sonriendo después que el Sol se esconde

Amanhecerá Amanhã

Acendeu o cigarro e disse de novo a mesma coisa
Mas você não tem coragem de atravessar a porta
Porque lá fora sabe que sempre tem o abismo
É recorrente seu jeito de agir
Mas eu não sou quem pra te julgar

Todos temos estrelas que nunca vão brilhar
Eu trocaria meus sonhos pra te ver sorrir de novo
E que os fantasmas tropeçam nas escadas
E se tornem estátuas que você possa enfrentar
Onde brilhará o céu que cobriu nosso altar
Onde cairão as folhas que vão estalar aos seus pés

Às vezes parte da vida se vive na solidão
Mesmo que sempre tenha uma mão pra apertar
Os medos costumam selar as frestas por onde escapar
Se não vê a luz que pode te guiar
Se as lágrimas se acumulam e te afogam por dentro
Se você olha e o caminho só tem escuridão
Se sua voz entrecortada é o único som que escuta
Entendo que sinta que não há mais nada

O cigarro se consome como se consome seu brilho
Porque quando um vidro embaça
Não reflete nem observa
Mas, mesmo que eu não saiba como te puxar pra margem
Nadarei com você nas profundezas dos seus pesadelos
E algo surgirá do abismo da sua solidão

Onde brilhará o céu que cobriu nosso altar
Onde cairão as folhas que vão estalar aos seus pés
As ruas do bairro perguntam por você
E a vovó da esquina espera sob o Sol
Tem pessoas que você mantém com sua chama
Apesar da noite escura que envolveu seu olhar

Apague a luz e descanse
Sempre amanhecerá amanhã
Vou te sussurrar pra você caminhar, mesmo sem saber pra onde
Que, mesmo que sinta um frio profundo por dentro
A vida continua sorrindo depois que o Sol se esconde

Composição: Claudio Roman