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Os Anos Vão Embora

Claudio Roman

Se Van Los Años

Llega el momento donde ya se deja de mirar
Y se comienza a contemplar
Y las alas desplegadas se vuelven frágiles
Buscando solo el deseo de planear

No me pidas por favor que derrote mi fatiga
Porque ella me acompaña en esta etapa
Aunque no sea mi mejor compañía

Hay silencios que rebotan en el aire
Apagando cada nota de mi alma
Me acarician dándome la tranquilidad
De la fiera que transita ya en calma

Sé que quieres que mis brazos se levanten
Y que luchen como en tiempos de crisálidas
Pero solo atinan a moverse entre susurros
Serpenteando las sonrisas a escondidas

Aprendimos que los pétalos dan vida
Cuando se abren ante el cielo que los cobija
Pero también se anhela el anochecer
Cuando se cierran los capullos de la vida

En mi mundo ahora ya no existen más verdades
Lo que viene a mi encuentro son fantasías
Coqueteándome con máscaras y disfraces
Que escapan a la realidad como un duende lo haría

No me alejes del camino que ahora emprendo
Porque llego el momento en que todo comprendo
No sé si puedes sentir lo que yo siento
Ni expresar lo que yo no puedo
No es imprescindible tampoco hacerlo
Tan solo acompáñame como la lluvia al viento

Siempre llevaras el amor que te di
Sentiré más que nunca el amor que me diste
Acercaras tu mano y encontraras el pasado
Miraré distante y todo ya habrá pasado

Porque ha llegado el anochecer
Que besa mis parpados cansados
Ya no puedes alejarme
Del camino que ahora emprendo
Porque es el momento en que todo comprendo
Si supieras la respuesta me la dirías
Quiero saber dónde se ha ido la música de mi alma
Que dejó todo a mi alrededor en infinita calma

Os Anos Vão Embora

Chega o momento em que já não se olha mais
E se começa a contemplar
E as asas abertas se tornam frágeis
Buscando só o desejo de planar

Não me peça, por favor, que vença minha fadiga
Porque ela me acompanha nesta fase
Embora não seja a melhor companhia

Há silêncios que reverberam no ar
Apagando cada nota da minha alma
Me acariciam, me dando a tranquilidade
Da fera que já transita em calma

Sei que você quer que meus braços se levantem
E que lutem como nos tempos de crisálidas
Mas só conseguem se mover entre sussurros
Serpenteando sorrisos às escondidas

Aprendemos que as pétalas dão vida
Quando se abrem para o céu que as abriga
Mas também se anseia pelo anoitecer
Quando se fecham os botões da vida

No meu mundo agora já não existem mais verdades
O que vem ao meu encontro são fantasias
Flertando com máscaras e disfarces
Que escapam da realidade como um duende faria

Não me afaste do caminho que agora sigo
Porque chegou o momento em que tudo entendo
Não sei se você pode sentir o que eu sinto
Nem expressar o que eu não consigo
Não é imprescindível também fazê-lo
Apenas me acompanhe como a chuva ao vento

Você sempre levará o amor que te dei
Sentirei mais do que nunca o amor que me deu
Você estenderá a mão e encontrará o passado
Olharei distante e tudo já terá passado

Porque chegou o anoitecer
Que beija minhas pálpebras cansadas
Já não pode me afastar
Do caminho que agora sigo
Porque é o momento em que tudo entendo
Se soubesse a resposta, me diria
Quero saber onde foi a música da minha alma
Que deixou tudo ao meu redor em infinita calma