Serenata para Ninguém
Vai, serenata minha,
esta noite a escutar
não tem ninguém,
mas ela, onde quer que esteja,
vai lembrar dos meus beijos
um por um.
Vai, serenata ao vento,
não se pode dizer adeus
sem arrependimento,
e ela, em seu tormento,
sinto que vai chorar
enquanto eu canto.
Para mim,
que vivo somente
de lembranças,
não há
senão a esperança vã
de poder tudo esquecer.
Vai, serenata minha,
me faça sonhar de novo
como antes,
quanta melancolia
saber que ela me ama
e não me escuta.
Para mim,
que vivo somente
de lembranças,
não há
senão a esperança vã
de poder tudo esquecer.
Vai, serenata minha,
me faça sonhar de novo
como antes,
quanta melancolia
saber que ela me ama
e não me escuta.
Vai, serenata minha!
Vai, serenata, vai!