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O Carpinteiro

Claveau André

Le menuisier

Allons, menuisier mon ami
Termine ton ouvrage
Un fils m'est venu cette nuit
C'est un bel héritage
Mais si nous avons le trousseau
Je viens, ne t'en déplaise,
Chercher bien vite le berceau
De bon bois de mélèze

Je suis compagnon,
Tiens, pour ton garçon
Il y dormira bien à l'aise
Je suis compagnon
Et chaque tenon
Ne quittera pas sa mortaise.

Allons, menuisier mon ami
Termine ton ouvrage
Mon fils a vingt ans aujourd'hui
Et c'est son mariage
Je viens chercher en ce beau jour
Pour lui et Madeleine
Le repos, le rêve, l'amour
Façonnés dans le chêne.

Je suis compagnon,
Tiens, pour ton garçon
Il y dormira bien à l'aise
Je suis compagnon
Et chaque tenon
Ne quittera pas sa mortaise.

Allons, menuisier mon ami
Termine ton ouvrage
Ma mère est morte cette nuit
Je n'ai plus de courage
Je dois meurtrir mon âme en deuil
Et redoubler ma peine
Mais je viens chercher le cercueil
Raboté dans le chêne.

Je suis compagnon
Mon pauvre garçon
Elle y dormira bien à l'aise
Je suis compagnon
Et chaque tenon
Ne quittera pas sa mortaise.

Allons, menuisier mon ami
Termine ton ouvrage
Ce soir nos filles et nos fils
Danseront au village.
Multiplie au loin les échos
Que ton marteau fait naître
Et donne vite à nos sabots
Un bon plancher de hêtre.

Je suis compagnon,
Filles et garçons
S'y esbaudiront bien à l'aise
Je suis compagnon
Les couples seront
Plus forts que tenon et mortaise.

O Carpinteiro

Vamos, carpinteiro, meu amigo
Termina teu trabalho
Um filho nasceu pra mim esta noite
É uma bela herança
Mas se temos a chave
Eu venho, não se incomode,
Buscar logo o berço
De bom madeira de lariço.

Sou companheiro,
Aqui, para teu garoto
Ele vai dormir bem à vontade
Sou companheiro
E cada espiga
Não vai sair da sua morta.

Vamos, carpinteiro, meu amigo
Termina teu trabalho
Meu filho faz vinte anos hoje
E é seu casamento
Eu venho buscar neste lindo dia
Para ele e Madeleine
O descanso, o sonho, o amor
Moldados no carvalho.

Sou companheiro,
Aqui, para teu garoto
Ele vai dormir bem à vontade
Sou companheiro
E cada espiga
Não vai sair da sua morta.

Vamos, carpinteiro, meu amigo
Termina teu trabalho
Minha mãe morreu esta noite
Eu não tenho mais coragem
Eu preciso ferir minha alma em luto
E dobrar minha dor
Mas eu venho buscar o caixão
Lixado no carvalho.

Sou companheiro
Meu pobre garoto
Ela vai dormir bem à vontade
Sou companheiro
E cada espiga
Não vai sair da sua morta.

Vamos, carpinteiro, meu amigo
Termina teu trabalho
Esta noite nossas filhas e nossos filhos
Dançarão na vila.
Multiplique ao longe os ecos
Que teu martelo faz nascer
E dê logo aos nossos tamancos
Um bom piso de faia.

Sou companheiro,
Meninas e meninos
Vão se divertir bem à vontade
Sou companheiro
Os casais serão
Mais fortes que espiga e morta.

Composição: