Desabafo de Um Velho
CLENILTON E TALISMÃ
Não fiz ele em puros rios
Que nasceram de uma mina
É suja, claro que foi antes
Água pura e cristalina
Não se vê mais a cozinha
Fogão à lenha tão antigo
Telhas esfumaçadas
Velho forno esquecido
Nunca mais vou lhe bater
Como jorra o fim da bica
O velho pilão jogado
Nada mais significa
Difícil ver uma boiada
Caminhando estrada à fora
Ver o pouso de peões
Ouvir o som de uma viola
Bate coração
Velho e cansado
Porque tudo é passado
E você também passou
Bate coração de uma criança
Você é a esperança
De salvar o que restou
Não se vê nos dias santos
Reza, terço e romaria
Entre guerras e misérias
Cresce a fome dia a dia
Hoje tudo é diferente
Sofre até a natureza
Que luta contra o homem
Que destrói sua beleza
O velho que sorriu
Das verdades do passado
Hoje chora das mentiras
De um presente acabado
O verde amarelando
O azul acinzentado
E o branco que é paz
De vermelho está manchado
Bate coração
Velho e cansado
Porque tudo é passado
E você também passou
Bate coração de uma criança
Você é a esperança
De salvar o que restou
Bate coração
Velho e cansado
Porque tudo é passado
E você também passou
Bate coração de uma criança
Você é a esperança
De salvar o que restou



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