California
To ju¿ trzecia noc
Gdy nie podszed³ nikt
¯eby kl¹æ ju¿ nawet si³ brak
Zimne d³onie rozgrzeje
Ju¿ tylko brzek monet
Choæ masz dwadzieœcia pieæ lat
¯y³y wyj¹ z g³odu
Jak rury w starym domu
I ju¿ mia³aœ upaœæ gdy
Przeszed³ obok ukochany
Do niedawna ten jedyny
Nie poznaj¹c ¿e to Ty
California, to Ty - California!
Jakby wczoraj tamten balet, przyjaciele
To On wam da³ spróbowaæ pierwszy raz
Potem z górki, dziœ z lustra straszy
Spod szminki wydobyta
Obca, nie Twoja twarz
Klecz¹c wœród okruchów marzeñ
zawo³a³aœ:
To nie tak mia³o byæ!
Posz³a lampa
W tej ciemnoœci nie wiedzia³aœ
Czy to p³ynie krew czy ³zy
California, to Ty - California!
Noc od dnia ró¿ni to, ¿e nie widaæ sufitu
O uczucia ju¿ w³aœciwie nie pytaj
Gdy przechodzisz przez szereg cia³ bez imion
To nie przeszkadza, tego w³aœciwie nie ma
Pozosta³ g³ód, ju¿ tylko g³ód. . .
G³ód tesknote zjad³
G³ód zabi³ nawet wstyd
Wci¹¿ pamietasz, mówi³:
California- nie bój sie nic!
Cia³o traci³o czucie
Traci³y kolor sny
Jedno pamietasz, mówi³:
California- nie bój sie nic!
Znowu przeszed³
Pek³o w Tobie coœ ostatni ju¿ raz
Potem wokó³ gestnia³ t³um
On le¿a³ cicho tak
I nie widzia³ nikt
Co trzyma³aœ w d³oni
I nie widzia³ nikt
Jak posz³aœ w drug¹ strone...
Mówi³: nie bój
Nie bój sie nic! California!
Califórnia
É a terceira noite
Ninguém se aproximou
Pra xingar, já não tenho forças
Mãos frias vão se aquecer
Só o tilintar das moedas
Embora você tenha vinte e cinco anos
Vivia saindo da fome
Como canos em uma casa velha
E você já estava prestes a cair quando
Passou ao lado o amado
Até pouco tempo, o único
Sem reconhecer que era você
Califórnia, é você - Califórnia!
Como se fosse ontem aquele baile, amigos
Foi ele quem te deixou experimentar pela primeira vez
Depois desceu a ladeira, hoje o espelho assusta
Debaixo do batom, revelada
Estranha, não é seu rosto
De joelhos entre os cacos de sonhos
Você gritou:
Não era pra ser assim!
A luz se apagou
Naquela escuridão você não sabia
Se era sangue ou lágrimas
Califórnia, é você - Califórnia!
A noite é diferente do dia, pois não se vê o teto
Sobre sentimentos, na verdade, não pergunte mais
Quando você passa por uma fila de corpos sem nome
Isso não importa, na verdade, não existe
Só ficou a fome, só a fome...
A fome devorou a saudade
A fome até matou a vergonha
Você ainda se lembra, ele dizia:
Califórnia - não tenha medo de nada!
O corpo perdeu a sensação
Os sonhos perderam a cor
Uma coisa você se lembra, ele dizia:
Califórnia - não tenha medo de nada!
Ele passou de novo
Rasgou em você algo pela última vez
Depois, ao redor, a multidão se espessou
Ele deitava quieto assim
E ninguém viu
O que você segurava na mão
E ninguém viu
Como você foi para o outro lado...
Ele dizia: não tenha medo
Não tenha medo de nada! Califórnia!