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Diga ao Diabo (part. SoSad.97)

Cocco Lexa

Dile al Diablo (part. SoSad.97)

Dile al diablo que aminore sus cartas
Porque ya en esto no me puede ganar
Dile a la muerte que controle la parca
Que de este sueño no me pienso bajar

Ve y dile que estoy de vuelta
Y que pienso beber sin miedo a recordar
La sombra que hay en la puerta
Enciendo una vela por los que se van

Y si la muerte me espera
Dile que me va a tener que esperar más
Brindo con los que me quedan
Y la vida me lleva sin mirar pa' atrás

Dando mil pasos, este lobo, por la avenida
El mundo brilló, se vio bien, se acabó otro día
Mírame Dios, estoy al cien, lleno de energía
No dejes que pierda la honradez con esas arpías
La calle es fría, yo solo estaba de paso
Por esa herida que sané, bebamos despacio
Por la agonía, por el dolor y por el cansancio
Donde quieras que esté, encontraré el palacio

Cocco Loco, I'm doped, canto, lo vomito
You feel my pain, lo lloro, lo escupo bonito
Estamos en el play, en los clubs les traigo el tanguito
Fuera la ley, amaneció, recogimos el chito

Nunca estoy triste, solo estoy bailando tango
Pa' los días grises, bebo otro veneno amargo
Y canto borracho, to' estas rosas de mi pecho
Y esta vida quiere follarme pero yo la agacho

Dile al diablo que dispare si fallo, esto es pal barrio, ma'
Un trago pa' quien necesita un cambio
Luka y Nazario, sin pasta pero al toque
Y ví en la cancha, entre los bloques, un estadio

Que le follen al cabrón que vigila entre los barrotes
Que nos vea brindando, riéndonos de to'
Y brillando más que sus lingotes (no?)

Haz un milagro y quema en su cara el dinero
Que escuche y lea en tus labios
Que te jodan, uno menos

To' lo que quiero me espera en el infierno
Alcohol barato, putas malas y techno
La misma cara con quien gasto mi sueldo
[?] no apagues la llama, volveremos a vernos

Y si la muerte me espera
Que sepa que yo ya ando preparado pa' to
Que me lleve a donde quiera, ya valió la pena
Que de mí calavera un día nazca una flor

Ve y diles que enhorabuena
Al que comió en mi mesa y luego me entregó
Dale sus treinta monedas
Yo había dado quinientas pa' decirle adiós

(Si le ves antes que yo)

Dile al diablo que aminore sus cartas
Porque ya en esto no me puede ganar
Dile a la muerte que controle la parca
Que de este sueño no me pienso bajar

Ve y dile que estoy de vuelta
Y que pienso beber sin miedo a recordar
La sombra que hay en la puerta
Enciendo una vela por los que se van

Y si la muerte me espera
Dile que me va a tener que esperar más
Brindo con los que me quedan
Y la vida me lleva sin mirar pa' atrás

Diga ao Diabo (part. SoSad.97)

Diga ao diabo para diminuir o ritmo de suas cartas
Porque nisso ele não pode mais me vencer
Diga à morte para controlar o ceifador
Não vou sair desse sonho

Vá e diga a ele que estou de volta
E pretendo beber sem medo de lembrar
A sombra na porta
Acendo uma vela para quem vai embora

E se a morte me espera
Diga a ele que ele vai ter que esperar mais por mim
Eu brindo com aqueles que me restam
E a vida me leva sem olhar para trás

Dando mil passos, esse lobo, pela avenida
O mundo brilhou, parecia bom, mais um dia acabou
Olha pra mim Deus, estou 100%, cheio de energia
Não deixe que ele perca a honestidade com essas harpias
A rua está fria, eu estava só de passagem
Por essa ferida que curei, vamos beber devagar
Pela agonia, pela dor e pelo cansaço
Onde quer que eu esteja, encontrarei o palácio

Cocco Loco, eu tô dopado, eu canto, eu vomito
Você sente minha dor, eu choro, eu a cuspo lindamente
Estamos na peça, nas baladas eu trago o tango
Fora com a lei, amanheceu, pegamos o chito

Eu nunca estou triste, estou apenas dançando tango
Pelos dias cinzentos, bebo outro veneno amargo
E eu canto bêbado, todas essas rosas do meu peito
E essa vida quer me foder mas eu a abaixo

Diga ao diabo para atirar se eu errar, isso é para a vizinhança, senhora
Uma bebida para quem precisa de uma mudança
Luka e Nazario, sem dinheiro mas com um toque
E eu vi na quadra, entre os blocos, um estádio

Foda-se o desgraçado que vigia atrás das grades
Deixe-o nos ver brindando, rindo de tudo
E brilhando mais que seus lingotes (certo?)

Faça um milagre e queime o dinheiro na cara dele
Deixe-o ouvir e ler em seus lábios
Foda-se, um a menos

Tudo o que eu quero está me esperando no inferno
Álcool barato, prostitutas más e techno
O mesmo rosto com quem gasto meu salário
[?] não apague a chama, nos encontraremos novamente

E se a morte me espera
Deixe-o saber que já estou preparado para tudo
Leve-me para onde você quiser, valeu a pena
Que uma flor cresça do meu crânio um dia

Vá e diga a eles parabéns
Àquele que comeu à minha mesa e depois me deu
Dê a ele suas trinta moedas
Eu tinha dado quinhentos para dizer adeus

(Se você o vir antes de mim)

Diga ao diabo para diminuir o ritmo de suas cartas
Porque nisso ele não pode mais me vencer
Diga à morte para controlar o ceifador
Não vou sair desse sonho

Vá e diga a ele que estou de volta
E pretendo beber sem medo de lembrar
A sombra na porta
Acendo uma vela para quem vai embora

E se a morte me espera
Diga a ele que ele vai ter que esperar mais por mim
Eu brindo com aqueles que me restam
E a vida me leva sem olhar para trás

Composição: David Fuentes Pliego, Luis Miguel Aliaga