Ajo y Tierra
Gente pregunta que de dónde vengo
Yo te diré y de dónde vengo
Vengo de un rincón donde el alma grita en silencio
Donde el futuro se escribe con tiza sobre cemento
Donde cada paso que das se siente lento las heridas del pasado no se las lleva el viento
Rostros marcados por rutinas violentas
Las historias enterradas tras puertas abiertas
Aquí soñar es pecado la fe se alquila y la esperanza se disuelve entre coca y tequila
Pero aquí los míos no se lamentan los míos aguantan
Apretando los dientes cuando la vida espanta
Jugando con cartas todas marcadas en cada esquina
Baraja prestada por nuestra doña vecina
(La muerte)
Aquí espera sentada paciente esperando las almas de los aquí presentes
Política de espejos reflejan lo que conviene
Nos prometen pan, nos alimentan con desdén
Mi gente no quiere lujo solo llegar a fin de mes
Pero el poder no entiende el idioma del estrés
No paro de escuchar: Delincuentes
Y solo por gritar (la verdad)
Pero ellos se esconden crímenes bajo inmunidad
Como lo harán que nadie dice na'
Hablan de justicia y reparten desigualdad por eso desde ahora quiero apoyar
Y contribuir a construir un futuro sin tanto delirio
Para al fin poder florecer
(Como los lirios)
Cemento y tinta
Calle y conciencia
Boom bap del que pesa no de apariencia
Golpeo cada beat con resiliencia
Un alma underground nunca vende su esencia
Nací real, moriré real, ese es mi lema
Haciendo hip hop siempre con amor, así me busque una larga condena
La cumpliré sin pena ni prisa
Y antes de marcharme deprisa
Me llevaré lo bueno sin mirar lo malo, eso es lo que quiero
Así iré de pies ligeros
Mensajes positivos que a la juventud llegue
Mensajes de paz que esta guerra frene
Mensajes sinceros dejemos fuera los embusteros
Que nos llevaran por malos derroteros
Pero yo siempre entro por terrenos que no domino
Razón por la cual luego caigo y me lastimo
No busco mimo soy felino solitario
Solo arropado por todo lo que hay en mi ser primario
Solitario soy, siempre lo he sido
Ando cabizbajo siempre con capucha cual peregrino
Aquí nunca sabes la piedra que te puede tropezar en el camino
Pero por muy grande que sea nunca se la eches al vecino
Que aquí no hay fama que compre lo que el alma dicta
Ni disquera que corrompa lo que esta pluma pinta
No hay disqueras solo lucha infinita
Esto es rap de verdad
Esto es cemento y tinta
Los barrios quedaron olvidados aunque llenos de talento
Pero el sistema prefiere el entretenimiento
Divide y vencerá su viejo argumento
Mientras el pueblo sufre y ya de aburrimiento
So lento la historia se repite y es cíclica y cruel
Los poderosos dictan desde su torre de papel
Mantente firme siempre, sé que a veces pinta: Mejor correr
Cemento y tinta
Calle y conciencia
Boom bap del que pesa no de apariencia
Golpeo cada beat con resiliencia
Un alma underground nunca vende su esencia
Nací real, moriré real, ese es mi lema
Haciendo hip hop siempre con amor, así me busque una larga condena
La cumpliré sin pena ni prisa
Y antes de marcharme deprisa
Me llevaré lo bueno sin mirar lo malo, eso es lo que quiero
Así iré de pies ligeros
Oh, oh, oh, oh, es
Cemento y tinta
Calle y conciencia
Boom bap del que pesa no de apariencia
Golpeo cada beat con resiliencia
Un alma underground nunca vende su esencia
Nací real, moriré real, ese es mi lema
Haciendo hip hop siempre con amor, así me busque una larga condena
La cumpliré sin pena ni prisa
Y antes de marcharme deprisa
Me llevaré lo bueno sin mirar lo malo, eso es lo que quiero
Así iré de pies ligeros
Cimento e Tinta
Gente pergunta de onde eu venho
Eu vou te contar de onde eu venho
Venho de um canto onde a alma grita em silêncio
Onde o futuro se escreve com giz sobre o cimento
Onde cada passo que você dá se sente lento, as feridas do passado não se vão com o vento
Rostos marcados por rotinas violentas
As histórias enterradas atrás de portas abertas
Aqui sonhar é pecado, a fé se aluga e a esperança se dissolve entre coca e tequila
Mas aqui os meus não se lamentam, os meus aguentam
Apertando os dentes quando a vida assusta
Jogando com cartas todas marcadas em cada esquina
Baralho emprestado pela nossa vizinha
(A morte)
Aqui espera sentada, paciente, esperando as almas dos presentes
Política de espelhos reflete o que convém
Nos prometem pão, nos alimentam com desdém
Meu povo não quer luxo, só chegar ao fim do mês
Mas o poder não entende o idioma do estresse
Não paro de ouvir: Delinquentes
E só por gritar (a verdade)
Mas eles escondem crimes sob imunidade
Como vão fazer se ninguém diz nada?
Falam de justiça e distribuem desigualdade, por isso desde agora quero apoiar
E contribuir para construir um futuro sem tanto delírio
Para finalmente poder florescer
(Como os lírios)
Cimento e tinta
Rua e consciência
Boom bap que pesa, não de aparência
Golpeio cada beat com resiliência
Uma alma underground nunca vende sua essência
Nasci real, morrerei real, esse é meu lema
Fazendo hip hop sempre com amor, assim busquei uma longa condena
A cumprirei sem pena nem pressa
E antes de ir embora depressa
Levarei o que é bom sem olhar o que é ruim, isso é o que eu quero
Assim irei de pés leves
Mensagens positivas que cheguem à juventude
Mensagens de paz que essa guerra freie
Mensagens sinceras, deixemos fora os mentirosos
Que nos levarão por caminhos errados
Mas eu sempre entro em terrenos que não domino
Razão pela qual depois caio e me machuco
Não busco carinho, sou um felino solitário
Só envolto por tudo que há em meu ser primário
Solitário sou, sempre fui
Ando cabisbaixo, sempre com capuz como um peregrino
Aqui nunca se sabe a pedra que pode te fazer tropeçar no caminho
Mas por maior que seja, nunca jogue no vizinho
Porque aqui não há fama que compre o que a alma dita
Nem gravadora que corrompa o que esta caneta pinta
Não há gravadoras, só luta infinita
Isso é rap de verdade
Isso é cimento e tinta
Os bairros ficaram esquecidos, embora cheios de talento
Mas o sistema prefere o entretenimento
Divide e vencerá, seu velho argumento
Enquanto o povo sofre e já de tédio
Assim lento, a história se repete, é cíclica e cruel
Os poderosos ditam de sua torre de papel
Mantenha-se firme sempre, sei que às vezes parece: Melhor correr
Cimento e tinta
Rua e consciência
Boom bap que pesa, não de aparência
Golpeio cada beat com resiliência
Uma alma underground nunca vende sua essência
Nasci real, morrerei real, esse é meu lema
Fazendo hip hop sempre com amor, assim busquei uma longa condena
A cumprirei sem pena nem pressa
E antes de ir embora depressa
Levarei o que é bom sem olhar o que é ruim, isso é o que eu quero
Assim irei de pés leves
Oh, oh, oh, oh, é
Cimento e tinta
Rua e consciência
Boom bap que pesa, não de aparência
Golpeio cada beat com resiliência
Uma alma underground nunca vende sua essência
Nasci real, morrerei real, esse é meu lema
Fazendo hip hop sempre com amor, assim busquei uma longa condena
A cumprirei sem pena nem pressa
E antes de ir embora depressa
Levarei o que é bom sem olhar o que é ruim, isso é o que eu quero
Assim irei de pés leves