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Entre Tinta e Ruína

Código Funesto

Entre Tinta y Ruina

Despierto con el alma rota, café frío
La libreta abierta aunque el verso sigue vacío
Me pudro entre poemas que nadie quiso leer
Vendí mi arte por migajas y aprendí a no creer

Cada línea es un grito, un rastro, una cicatriz
Mi lápiz sangra traumas que ni yo quise admitir
El mundo es un teatro de farsantes sin vergüenza
Y yo el payaso triste, títere que escribe sin recompensa

Porto pensamientos crudos como cáncer pudro realidades
Mi pluma es un bisturí que corta tus vanidades
(Que admití que)
Firme pactos con demonios por un poco de atención
Me dieron likes efímeros, pero no redención

Yo soñé con finales felices
Perdices de esas que en libros se comentan
Soñé con cambiar los destinos, pero no pude
Hoy solo me queda admitir haber perdido como todo buen hijo del vecino
Y escribir mis fracasos entre vino y mota
Procedente de lugares clandestinos

I am inking ruins, paper on fire
The truth doesn't rhyme, but it's said anyway
From the dark basement, where no one hears me
I spit raw verses to nurture the soul

I don't seek fame only to break the mold
Valley rap where men meet
I am a better writer without a God to protect me
Screaming out the world's suffering because the world is held hostage

Los muertos caminan con trajes de oficina
Con sonrisas falsas y el alma colocada en alguna vitrina
Yo elegí esta vida, o tal vez fue al revés
La tinta me eligió para arrastrarme con su infinito estrés

Cada verso que lanzo es un grito, desesperado de niño sin salida
En este juego donde el arte cura heridas
Aunque la cultura se prostituye por contratos
Y el talento se ahoga entre discursos baratos

Me vi recitando mis versos en un callejón oscuro
Y el eco de mi madre preguntando si es seguro
¿De qué sirve escribir si no vas a comer?
De nada, pero esto es de lo poco que sé hacer

No hay musa, solo facturas y ansiedad
Una generación vendida por la conformidad
Tragando sueños rotos en nombre de la estabilidad
Ahogados en rutina
Matando la creatividad

I am inking ruins, paper on fire
The truth doesn't rhyme, but it's said anyway
From the dark basement, where no one hears me
I spit raw verses to nurture the soul

I don't seek fame only to break the mold
Valley rap where men meet
I am a better writer without a God to protect me
Screaming out the world's suffering because the world is held hostage

Entre Tinta e Ruína

Acordo com a alma despedaçada, café frio
A caderneta aberta, mas o verso continua vazio
Me corroendo entre poemas que ninguém quis ler
Vendi minha arte por migalhas e aprendi a não crer

Cada linha é um grito, um rastro, uma cicatriz
Meu lápis sangra traumas que nem eu quis admitir
O mundo é um teatro de farsantes sem vergonha
E eu, o palhaço triste, marionete que escreve sem recompensa

Carrego pensamentos crus como câncer, apodrecendo realidades
Minha caneta é um bisturi que corta suas vaidades
(Que admiti que)
Fiz pactos com demônios por um pouco de atenção
Me deram likes efêmeros, mas não redempção

Eu sonhei com finais felizes
Perfeições dessas que em livros se comentam
Sonhei em mudar destinos, mas não consegui
Hoje só me resta admitir que perdi como todo bom filho do vizinho
E escrever meus fracassos entre vinho e maconha
Vindo de lugares clandestinos

Estou rabiscando ruínas, papel em chamas
A verdade não rima, mas é dita mesmo assim
Do porão escuro, onde ninguém me ouve
Eu cuspo versos crus para nutrir a alma

Não busco fama, só quebrar o molde
Rap do vale onde os homens se encontram
Sou um escritor melhor sem um Deus para me proteger
Gritando o sofrimento do mundo porque o mundo está feito refém

Os mortos andam com trajes de escritório
Com sorrisos falsos e a alma exposta em alguma vitrine
Eu escolhi essa vida, ou talvez foi o contrário
A tinta me escolheu para me arrastar com seu estresse infinito

Cada verso que lanço é um grito, desesperado de criança sem saída
Nesse jogo onde a arte cura feridas
Embora a cultura se prostitua por contratos
E o talento se afogue entre discursos baratos

Me vi recitando meus versos em um beco escuro
E o eco da minha mãe perguntando se é seguro
De que adianta escrever se não vai comer?
De nada, mas isso é uma das poucas coisas que sei fazer

Não há musa, só contas e ansiedade
Uma geração vendida pela conformidade
Engolindo sonhos quebrados em nome da estabilidade
Afogados na rotina
Matando a criatividade

Estou rabiscando ruínas, papel em chamas
A verdade não rima, mas é dita mesmo assim
Do porão escuro, onde ninguém me ouve
Eu cuspo versos crus para nutrir a alma

Não busco fama, só quebrar o molde
Rap do vale onde os homens se encontram
Sou um escritor melhor sem um Deus para me proteger
Gritando o sofrimento do mundo porque o mundo está feito refém

Composição: Codigo Funesto