Muertos Caminan
Tras los muros no hay relojes, solo noches sin sentido
En un cuarto frío donde el alma va al olvido
Presos sin sentencia, ¿cuánto vale su destino?
Esperando el juicio, aunque el juicio no se encuentre en su camino
Los pasillos huelen a sudor, sangre y ceniza
El sistema es un verdugo con sonrisas postizas
Te fichan por color, por la zona, por la risa
Te hunden sin prueba, la justicia nadie avisa
Visas con infinitos números, deparan tu destino
Aunque te toque sufrir, como todo dijo el vecino
Pero si en mi mesa pones dinero, comida y vino
Menos dolorosa será tu estancia (en este lugar clandestino)
Donde el tiempo no avanza, solo da vueltas como hámster enjaulado
Hay veces que el que reza es el más ateo por tener alguien al lado
A él nadie lo ha abrazado, o sea, él no espera que nadie lo abrace
Solo ve funcionarios, reclusos, todos con sus respectivos trajes
Las visitas son promesas que se rompen con el viento
El patio es un infierno donde siempre se descarta al más lento
Aquí el respeto se gana, no se compra con cuentos
Y el silencio es ley, si hablas mucho vas para adentro
Years of screaming that I'm innocent
And even though my voice echoes, no one hears me
They took my life with a pencil and paper
I still dream of the streets
Even if heaven no longer exists for me
My mother died and I couldn't mourn her
My son grew up without hugging his father
They didn't judge me, they just ignored me
And although I'm still alive, they killed me years ago
Guardias que torturan bajo luz fluorescente
Que gozan del poder de humillar a inocentes
Afuera nadie mira, es un mal que no se siente
Hasta que les toca al hijo de algún tipo influyente
¿Dónde está la ley cuando el juicio no llega?
¿Quién responde por los cuerpos que en cunetas quedan?
Esto no es justicia, es un campo de condena
Donde el alma se oxida a la espera de una sirena
Así suena la verdad, que no salen los informes
La voz de los sin voz, sin trajes ni nombres
Si en la sombra aún queda esperanza
El verso se te puede transformar en una bonita lámpara
Years of screaming that I'm innocent
And even though my voice echoes, no one hears me
They took my life with a pencil and paper
I still dream of the streets
Even if heaven no longer exists for me
My mother died and I couldn't mourn her
My son grew up without hugging his father
They didn't judge me, they just ignored me
And although I'm still alive, they killed me years ago
Years of screaming that I'm innocent
And even though my voice echoes, no one hears me
They took my life with a pencil and paper
I still dream of the streets
Even if heaven no longer exists for me
My mother died and I couldn't mourn her
My son grew up without hugging his father
They didn't judge me, they just ignored me
And although I'm still alive, they killed me years ago
Mortos Caminham
Atrás dos muros não há relógios, só noites sem sentido
Em um quarto frio onde a alma vai pro esquecimento
Presos sem sentença, quanto vale seu destino?
Esperando o julgamento, embora o julgamento não esteja no seu caminho
Os corredores cheiram a suor, sangue e cinzas
O sistema é um carrasco com sorrisos falsos
Te marcam pela cor, pela área, pela risada
Te afundam sem prova, a justiça ninguém avisa
Vistos com números infinitos, determinam seu destino
Mesmo que você tenha que sofrer, como tudo disse o vizinho
Mas se na minha mesa você colocar grana, comida e vinho
Menos dolorosa será sua estadia (neste lugar clandestino)
Onde o tempo não avança, só dá voltas como hamster na jaula
Às vezes quem reza é o mais ateu por ter alguém ao lado
Ninguém o abraçou, ou seja, ele não espera que alguém o abrace
Só vê funcionários, detentos, todos com seus trajes respectivos
As visitas são promessas que se quebram com o vento
O pátio é um inferno onde sempre se descarta o mais lento
Aqui o respeito se ganha, não se compra com histórias
E o silêncio é lei, se você fala muito vai pra dentro
Anos gritando que sou inocente
E mesmo que minha voz ecoe, ninguém me ouve
Eles tiraram minha vida com um lápis e papel
Ainda sonho com as ruas
Mesmo que o céu não exista mais pra mim
Minha mãe morreu e eu não pude lamentá-la
Meu filho cresceu sem abraçar o pai
Eles não me julgaram, só me ignoraram
E embora eu ainda esteja vivo, me mataram anos atrás
Guardas que torturam sob luz fluorescente
Que se divertem com o poder de humilhar inocentes
Lá fora ninguém vê, é um mal que não se sente
Até que toca no filho de algum tipo influente
Onde está a lei quando o julgamento não chega?
Quem responde pelos corpos que ficam em valas?
Isso não é justiça, é um campo de condenação
Onde a alma se oxida à espera de uma sirene
Assim soa a verdade, que não saem os relatórios
A voz dos sem voz, sem trajes nem nomes
Se na sombra ainda resta esperança
O verso pode se transformar em uma bonita lâmpada
Anos gritando que sou inocente
E mesmo que minha voz ecoe, ninguém me ouve
Eles tiraram minha vida com um lápis e papel
Ainda sonho com as ruas
Mesmo que o céu não exista mais pra mim
Minha mãe morreu e eu não pude lamentá-la
Meu filho cresceu sem abraçar o pai
Eles não me julgaram, só me ignoraram
E embora eu ainda esteja vivo, me mataram anos atrás
Anos gritando que sou inocente
E mesmo que minha voz ecoe, ninguém me ouve
Eles tiraram minha vida com um lápis e papel
Ainda sonho com as ruas
Mesmo que o céu não exista mais pra mim
Minha mãe morreu e eu não pude lamentá-la
Meu filho cresceu sem abraçar o pai
Eles não me julgaram, só me ignoraram
E embora eu ainda esteja vivo, me mataram anos atrás