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Os Calendários

Colapesce Dimartino

I Calendari

Ho l'acqua nelle scarpe
È un mattino di pioggia
Bocche di vento
Spighe d’argento
Sabbia di ghiaccio
Musica triste
Da un bar del porto
Mina che affoga in un lento

E sembra che non finisca mai settembre
E se domani cambierò vestiti
Tu riconoscimi dagli occhi
O dalle linee delle mani
Basterà

Ho l'acqua nelle tasche
È un mattino di partenze
Cabine rotte
Vecchi ombrelloni
Culi sui muri
I calendari
Canzone triste da una finestra
Mina che affoga in un pianto

E sembra che non finisca mai settembre
E sе domani cambierò vestiti
Tu riconoscimi dagli occhi
O dalle linee dеlle mani
Basterà

Giorni da strappare
Ore da ricostruire
Date da dimenticare

Tu riconoscimi dagli occhi
O dalle linee delle mani
Basterà

O dalle linee delle mani
Basterà

O dalle linee delle mani
Basterà

Facciamone un'altra, va
Okay

Os Calendários

Tô com água nos sapatos
É uma manhã de chuva
Bocadas de vento
Espigas de prata
Areia de gelo
Música triste
De um bar do porto
Mina que se afoga num lento

E parece que setembro nunca acaba
E se amanhã eu trocar de roupa
Você me reconhece pelos olhos
Ou pelas linhas das mãos
Vai ser o suficiente

Tô com água nos bolsos
É uma manhã de partidas
Cabines quebradas
Velhos guarda-sóis
Bumbuns nos muros
Os calendários
Canção triste de uma janela
Mina que se afoga num choro

E parece que setembro nunca acaba
E se amanhã eu trocar de roupa
Você me reconhece pelos olhos
Ou pelas linhas das mãos
Vai ser o suficiente

Dias pra rasgar
Horas pra reconstruir
Datas pra esquecer

Você me reconhece pelos olhos
Ou pelas linhas das mãos
Vai ser o suficiente

Ou pelas linhas das mãos
Vai ser o suficiente

Ou pelas linhas das mãos
Vai ser o suficiente

Vamos fazer outra, tá
Beleza

Composição: Antonio Di Martino / Lorenzo Urciullo