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DUELE MI PAIS
Colectivo Cultural Sinarquista
DOI MEU PAÍS
DUELE MI PAIS
As veias abertas de asfalto se retorcem na tardeLas venas abiertas de asfalto se retuercen en la tarde
Onde o eco dos motores não consegue calar a fomeDonde el eco de los motores no logra acallar el hambre
Caminhos cheios de sombras que carregam sua própria cruzCaminos repletos de sombras que cargan su propia cruz
Buscando uma saída que não se apague com a luzBuscando una salida que no se apague con la luz
É uma terra que geme sob o peso de mil passos cansadosEs una tierra que gime bajo el peso de mil pasos cansados
Cairam os filhos sob o voo de garras escarlatesCayeron los hijos bajo el vuelo de garras escarlatas
Águias de sangue que exigem tributos de prataÁguilas de sangre que reclaman tributos de plata
O chão bebe a coragem de quem não voltaráEl suelo se bebe el coraje de quienes no volverán
Enquanto nas praças os velhos silêncios reinarãoMientras en las plazas los viejos silencios reinarán
Uma ferida que respira em cada canto do mapaUna herida que respira en cada rincón del mapa
Dói este chão de junho que queima na gargantaDuele este suelo de junio que se quema en la garganta
Onde o Sol é uma testemunha muda que nunca se levantaDonde el Sol es un testigo mudo que nunca levanta
A voz contra o aço nem o choro contra a metrancaLa voz contra el acero ni el llanto contra la metralla
Meu país é uma ferida aberta que no peito estouraMi país es una llaga abierta que en el pecho estalla
Sangue nas rodas e um céu que nos observa e calaSangre en las ruedas y un cielo que nos mira y calla
Soldados que miram o vazio de uma derrota inútilSoldados que apuntan al vacío de una derrota inútil
Balas que atravessam a esperança de um jeito sutilBalas que atraviesan la esperanza de un modo sutil
Não há vitória no fogo que devora seu próprio larNo hay victoria en el fuego que devora su propio hogar
Só o rastro amargo de um horizonte difícil de acharSolo el rastro amargo de un horizonte difícil de hallar
A história se escreve com o ferro da desolaçãoLa historia se escribe con el hierro de la desolación
Junho se veste de luto sob um brilho ardenteJunio se viste de luto bajo un resplandor hirviente
A pólvora se mistura com o suor de toda a genteLa pólvora se mezcla con el sudor de toda la gente
Não busque medalhas na lama da retiradaNo busques medallas en el barro de la retirada
Só restam bandeiras rasgadas e o olhar nubladoSolo quedan banderas rotas y la mirada nublada
A poeira cobre os nomes dos que já não estãoEl polvo cubre los nombres de los que ya no están
As estradas são rios de gente que foge de siLas carreteras son ríos de gente que escapa de sí
Buscando um pedaço de paz que nunca esteve aquiBuscando un pedazo de paz que nunca estuvo aquí
A águia sobrevoa o desastre de nossa própria mãoEl águila sobrevuela el desastre de nuestra propia mano
Enquanto o irmão levanta o fuzil contra o irmãoMientras el hermano levanta el fusil contra el hermano
É o ciclo da dor que gira neste plano humanoEs el ciclo del dolor que gira en este plano humano
A terra absorve o grito dos que caíram sem glóriaLa tierra absorbe el grito de los que cayeron sin gloria
O Sol calcina os restos de nossa frágil memóriaEl Sol calcina los restos de nuestra frágil memoria
A derrota não tem fim quando a arma é o idiomaLa derrota no tiene fin cuando el arma es el idioma
Dói este chão de junho que queima na gargantaDuele este suelo de junio que se quema en la garganta
Onde o Sol é uma testemunha muda que nunca se levantaDonde el Sol es un testigo mudo que nunca levanta
A voz contra o aço nem o choro contra a metrancaLa voz contra el acero ni el llanto contra la metralla
Meu país é uma ferida aberta que no peito estouraMi país es una llaga abierta que en el pecho estalla
Sangue nas rodas e um céu que nos observa e calaSangre en las ruedas y un cielo que nos mira y calla
Dói meu país e só tenho a herançaDuele mi país y solo tengo la herencia
SinarquistaSinarquista
Talvez a insurreição inconformistaQuizás la insurrección inconformista
Deva começar com esta fúriaDeba comenzar con esta furia



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