
os olhos amarelos do dragão verde
COPA (BR)
Acordo e bolo, boto meu short, mas não rebolo
Puxo e amarro, dou uns trago
Pela vida comemoro
Me alimento com o que quero e posso, às vezes demoro
Pro universo imploro marés, mas peço que elas não sejam de cloro
Pão com manteiga, e a certeza que haverá muita tristeza
Que nunca falte altos e baixos em nossas mesas
E que a proeza da bondade sincera nos abasteça
Antes que enriqueça, não esqueça de cuidar da cabeça
Fábulas imaginárias sobre fugas da rotina diária
Histórias bem contadas de uma vida não tão ordinária
Lápissos do que pode ser, a corrida não para
Uma fada me fala que é foda tu viver por nada
Não mais fumando raspa, mas ainda assim numa desgraça
Tentando adivinhar o final, lendo só a primeira página
Imagina só se nós consegue achar a tal garrafa
Com um mapa pro tesouro, e a chave de uma casa
Agora sim valorizo momentos simples e bonitos
Entendi a importância desses dias corridos
Um brinde ao tempo difícil, camuflado e não invisível
Sempre na espreita, aumentando seu nível
Pesadelos lúcidos, e pensamentos lúdicos
Não somos tão únicos, múmias não têm futuro
Devemos nos punir se seguirmos sendo burros
Urros altos de criaturas, já não dão sustos
O coração bate, e a caneta se move
Se sabe meu nome, por favor, por ele ore
O mal se remove enquanto o bruto se comove
Se abrace no orgulho, e junto a ele tu morre
Pontas presentes sempre em pontos finais
Eu chorei demais, e hoje eu não falo mais
Respiro outros ares, buscando estar em paz
É mais fácil de cair, andando olhando pra trás
(Eu quelo um monte de dinheilo, huhahaha)



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