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Do Estado do Mundo

Corvus Corax

De Mundi Statu

Mundus est in varium sepe variatus
Et a status ordine sui degradatus:
Ordo mundi penitus est inordinatus,
Mundus nomine tenus stat, sed est prostratus.

Sperabamus, quod adhuc quisquam remaneret,
Mundum qui precipitem dando sustineret,
Pleno cornu copie munera preberet,
Nomen largie, sed et rem, quod plus est, haberet.

Mundus ergo labitur, nullus hunc sustentat;
Currit, cadit, corruit, quis eum retentat,
Largitatis semitas nemo iam frequentat
Actus largi strenuos nemo representat

Hec dum nudo nudam se propter hoc iniungit,
Manu, lingua, labiis palpat, lingit, ungit;
At venus medullitus scalpit, prurit, pungit!

Do Estado do Mundo

O mundo é muitas vezes variado
E de seu estado, degradado:
A ordem do mundo está completamente desordenada,
O mundo, por nome, se mantém, mas está prostrado.

Esperávamos que ainda alguém ficasse,
Um mundo que sustentasse a queda,
Com um chifre cheio, oferecendo presentes,
Um nome generoso, mas também o que é mais, teria.

Portanto, o mundo desliza, ninguém o sustenta;
Corre, cai, desmorona, quem o retém,
Caminhos de generosidade ninguém mais frequenta
Atos de generosidade ninguém mais representa.

Enquanto isso, nua se impõe por isso,
Com a mão, língua, lábios toca, lambuza, unta;
Mas a vênus profundamente arranha, coça, fere!

Composição: