Castillos de Papel
Pobre chinche, le tocó violenta escuela
Crecer en hoteles con las ratas que daban rienda
Un travestí es el que lo manda a la escuela
Su mamá lo ama, pero está enferma en la lleca
Huh
Entre los humos de la olleta
Sangran cuchillos, se aprietan gatillos
En la loquera de la calle y sus gonorreas
Ni pa unos pisos firmes ni horrendas chaquetas
Y si la virgen se aparece (yo le mando, a mi ñero)
Vida brusca no se compadece del ghetto
Otro niño que en rabia transformó sus miedos
Asesino, pero con pensamientos bellos
Armas brillan más que los luceros del cielo
¿Hacerle bien a quién? Si a uno lo matan por pesos
¿Sentirse bien con quién? Se muere solo, mi perro
Y aunque no quiera, como sea, hay que buscar dinero
Castillos
Creciendo con los días
De papel
Se los llevan las brisas
El vaivén
Un juego duro y cruel
Ajedrez
No lo puedo perder
El sillón
Another game to play
De el rey
The king's throne, my man
Encierros
School, life, my friend
Del vaivén
Sin nobleza
Empezamos a salir a robar a cada mañana
Con el socio que también le encanta la plata
Tras las monedas con el metal suicida
Taponié un pirobo que me la debía
Y le compré una granada por si no creía
Me piré del barrio, me buscaba su familia
Era él o yo, pero alguno moriría
Y pa que llore mi madre (que sufra la suya)
Ya he sentido el infierno con toda su furia
Caminé entre la mierda en noches que asustan
Le sonreí a la vida aunque fue una hijueputa
Ratas astutas (quietos), todo sea por sumar lucas
Un Recluta de bandas criminales entre muchas
Otro vivo entre muertos y amistades absurdas
Que se regalan y beben más que prostitutas
Castillos
Creciendo con los días
De papel
Se los llevan las brisas
El vaivén
Un juego duro y cruel
Ajedrez
No lo puedo perder
El sillón
Dispuesto a la parca la suerte me olvida
No quiso arreglar mi libertad ese día
Me caí en sus vapores por ese asesinato
Me mandé por los tejaos, pero me atraparon
Ya pasaron años y no me han condenado
Solo mi Dios sabe lo que estoy pasando
Nunca olvidaré aquella noche de tragos
Pistola hijueputa, no lo hubieras matado
Guerra fría y sucia, pero voy por la mía
En cualquier día se extingue y evapora la vida
Todo es prestado y al fin nadie se lleva ni chimba
Ilusiones se pierden, sueños agonizan
Desde hacer jaulas arpías muchos dicen cosas lindas
Y si las calles hablaran ¿Qué creen usted que dirían?
Miles mueren en la fila y otros en canas por días
Meses, años millones de manzanas podridas
El sillón
Another day no play
De el rey
The king stone, my man
Encierros
School, life, my friend
Del vaivén
Castelos de papel
Coitado, ele teve uma escola violenta
Crescendo em hotéis com ratos que corriam soltos
Travesti é quem manda ele para a escola
A mãe dele o ama, mas está doente em La Lleca
Huh
Entre a fumaça da panela
Facas sangram, gatilhos são puxados
Na loja de psiquiatras da rua e sua gonorréia
Nem para pisos firmes nem para jaquetas horríveis
E se a virgem aparecer (eu mando ela, para meu filho)
A vida difícil não tem piedade do gueto
Outra criança que transformou seus medos em raiva
Assassino, mas com belos pensamentos
As armas brilham mais que as estrelas do céu
Fazer bem a quem? Se matarem alguém por pesos
Sente-se bem com quem? Ele morre sozinho, meu cachorro
E mesmo que você não queira, tanto faz, você tem que procurar dinheiro
Castelos
Crescendo com os dias
De papel
A brisa os leva embora
O balanço
Um jogo difícil e cruel
Xadrez
Eu não posso perdê-lo
Sofá
Outro jogo para jogar
do Rei
O trono do rei, meu homem
Correndo dos touros
Escola, vida, meu amigo
Do ir e vir
Sem nobreza
Começamos a sair para roubar todas as manhãs
Com o parceiro que também adora dinheiro
Depois das moedas com o metal suicida
Bloqueei um elogio que me devia
E eu comprei uma granada para ele caso ele não acreditasse
Saí do bairro, a família dele estava me procurando
Era ele ou eu, mas alguém morreria
E para minha mãe chorar (para a dela sofrer)
Já senti o inferno com toda a sua fúria
Eu andei por merdas em noites assustadoras
Eu sorri para a vida mesmo sendo um filho da puta
Ratos astutos (fiquem parados), tudo é para acrescentar lucas
Uma gangue criminosa recruta entre muitos
Outro vivo entre mortos e amizades absurdas
Que se entregam e bebem mais do que prostitutas
Castelos
Crescendo com os dias
De papel
A brisa os leva embora
O balanço
Um jogo difícil e cruel
Xadrez
Eu não posso perdê-lo
Sofá
Disposto a ser o ceifador, a sorte me esquece
Ele não queria consertar minha liberdade naquele dia
Eu caí na fumaça deles por aquele assassinato
Fui para o telhado, mas eles me pegaram
Anos se passaram e eu não fui condenado
Só meu Deus sabe o que estou passando
Nunca esquecerei aquela noite de drinks
Seu filho da puta, você não o teria matado
Guerra fria e suja, mas eu vou pela minha
Em qualquer dia, a vida se extingue e evapora
Tudo é emprestado e no final ninguém leva nada
As ilusões se perdem, os sonhos agonizam
Ao fazer gaiolas para harpias, muitos dizem coisas boas
E se as ruas pudessem falar, o que você acha que elas diriam?
Milhares morrem na fila e outros permanecem grisalhos por dias
Meses, anos, milhões de maçãs podres
Sofá
Outro dia sem brincadeira
do Rei
A pedra do rei, meu homem
Correndo dos touros
Escola, vida, meu amigo
Do ir e vir