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Depleção (Introspecção)

Criment! Aka Mr Hyde

Depleción (Introspección)

Siento la mente entre llamas, todo es tan confuso
El ambiente tenue, las horas comiéndose el mundo
Soy una obra negra, soy un escritor de tramas
Soy poeta depresivo por la noche, sin mi dama (You)

Esta densa bruma no me deja respirar, este ciclo infame de dolor y de ansiedad
Placentero, como dosis de locura al caminar
Busco ser un ejemplar o vivir en el olvido, sin el miedo a respirar
Otra pluma que termina en la basura, otro escrito que no logra ser mesura

Esta mente confundida por crisis de identidad
Puedo comprender su llanto, yo tampoco sé de amar
No he logrado perpetuar la belleza de estar vivo, la fortuna de ser alguien
¿De qué sirve ser un grande si no puedes comprenderte?

¿De qué sirve la escritura, las pastillas, experiencias emotivas?
Busco paz para los míos, por eso me alejo en breve
Busco ser un mediador, olvidar el cruel pasado
Cada día soy mejor o peor, no lo sé

Recuerdo que Lucifer era un ángel, pero también traicionó
Perdono, pero no entiendo las llanuras del amor
Rompí sus pétalos, una flor con estupor
Colgarse sería sencillo, ya no quiero lastimarle, lastimarme

Oh, no
He estado pensando en el destete de la vida, no me gusta hablar de sexo, no comprendo todavía
Me desgarro por la noche, ya no hay droga que me cura, solo tres pastillas diarias que provocan mis agruras
Soy un maldito traidor, soy un jodido esclavo

Los placeres de la vida se me entierran como clavos
Cargo dentro de la psique, psicosis de Korsakoff
Recuerdo todo el pasado, pero nunca el día de hoy
No hay postales, solo tabaco indeseable
Frustraciones por el hecho de sentir pisar cristales

Desechables y cucharas pa' comer, este MC pernocta, muere por un crimen al amanecer
Es ilegal que no me ves, tengo veintidós, apenas, y ya sufro de disnea, de clamar mi rap fatiga, y los campos pulmonares saturados de estertores, me dominan, tonterías, ¿Qué más da? ¿Quién lo diría?
Escribo para curarme de la crisis y ansiedades, producto de los excesos, depleción que me acompaña
Soy feliz haciendo versos, amo el rap, la compañía y las horas en que duermo, aunque ya sea mediodía

Mi armadura está gastada, la dosis bajo control
Soy adicto y escritor, y esta es mi introspección
Esta es mi introspección
Inevitable soñar, reír, desconectarme, buscar la calma, dejar las penas sobre un libro

Depleção (Introspecção)

Sinto a mente em chamas, tudo é tão confuso
O ambiente é fraco, as horas devorando o mundo
Sou uma obra maldita, sou um escritor de tramas
Sou poeta depressivo à noite, sem minha dama (Você)

Essa névoa densa não me deixa respirar, esse ciclo infame de dor e ansiedade
Prazeroso, como uma dose de loucura ao caminhar
Busco ser um exemplo ou viver no esquecimento, sem medo de respirar
Outra caneta que acaba no lixo, outro texto que não consegue ser medida

Essa mente confusa por crises de identidade
Posso entender seu choro, eu também não sei amar
Não consegui perpetuar a beleza de estar vivo, a sorte de ser alguém
De que adianta ser grande se não consegue se entender?

De que adianta a escrita, os remédios, experiências emotivas?
Busco paz para os meus, por isso me afasto em breve
Busco ser um mediador, esquecer o cruel passado
A cada dia sou melhor ou pior, não sei

Lembro que Lúcifer era um anjo, mas também traiu
Perdoo, mas não entendo as planícies do amor
Rompi suas pétalas, uma flor em choque
Se enforcar seria fácil, já não quero machucá-lo, machucar-me

Oh, não
Estive pensando no desmame da vida, não gosto de falar de sexo, ainda não entendo
Me despedaço à noite, não há droga que me cure, só três pílulas diárias que provocam minhas agruras
Sou um maldito traidor, sou um escravo fodido

Os prazeres da vida se enterram em mim como pregos
Carrego dentro da psique, psicose de Korsakoff
Lembro de todo o passado, mas nunca do dia de hoje
Não há postais, só tabaco indesejado
Frustrações por sentir que piso em vidros

Descartáveis e colheres pra comer, esse MC pernoita, morre por um crime ao amanhecer
É ilegal que você não me veja, tenho vinte e dois, mal e mal, e já sofro de dispneia, clamando meu rap cansado, e os pulmões saturados de estertores, me dominam, besteiras, que diferença faz? Quem diria?
Escrevo pra me curar da crise e ansiedades, produto dos excessos, depleção que me acompanha
Sou feliz fazendo versos, amo o rap, a companhia e as horas em que durmo, mesmo que já seja meio-dia

Minha armadura está gasta, a dose sob controle
Sou viciado e escritor, e essa é minha introspecção
Essa é minha introspecção
Inevitável sonhar, rir, desconectar, buscar a calma, deixar as penas sobre um livro

Composição: Criment! Aka Mr Hyde