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E Abram Cancha

Cristiano Fantinel

Letra

    Não sou mais home que os outro
    Mas não há mais home que eu
    Basta olhá pra minha cintura
    E pra aba do meu chapéu!

    Esta cherenga de prata
    Só carrego pra dá sorte,
    Em comércio de carreira
    Às vez me apartô da morte.

    A garrucha de dois cano,
    De espoleta renovada,
    É apenas o conjunto
    Da minha faca prateada.

    E os três palmo de folha
    Da minha adaga chimarrona
    São só pra fazê bichinho
    Quando batem na carona.

    O mango soiteira chata
    Que uso ao cabo da faca
    É conselheiro de maula
    E d'algum potro que se empaca.

    Meu laço trança de oito
    Que adereça os paisandú
    Até botei o apelido
    De mangueira de zebu.

    Me protege um aba 15
    Que anda sempre bem tapeado.
    Meu pingo é um gateado ruano
    Que tomei dum delegado.

    Meu banho à moda gaúcha
    Eu tomo de madrugada,
    Antes de cair na sanga
    Me rebolqueio na geada.


    Desde gurizito novo
    Nas garra sou debochado,
    Antes da muda de dente
    Eu já surrava aporreado.

    Mês passado, nas carpeta,
    Me bateram oito macho,
    Cuidei pra dá só de prancha
    Pra não dexá guri guaxo.

    E aquelas china faceira
    Que me lançaram olhar
    Só acharam curto o meu pala
    Quando foram se tapar.

    Esses dia, nas vacina,
    Me fizeram forcejá,
    Largaram um touro brasino
    Pra eu solito apertá.

    O porteiro se atrapaia
    E junto vêm um vermeio.
    Eu tive que agarrá os dois
    Pra mode não fazê feio.


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