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Alfonsina e o Mar

Cristina Branco

Alfonsina Y El Mar

Por la blanda arena que lame el mar
su pequeña huella no vuelve más
y un sendero solo de pena y silencio llegó
hasta el agua profunda
y un sendero solo de penas puras llegó
hasta la espuma

Sabe Dios que angustia te acompañó
que dolores viejos calló tu voz
para recostarte arrullada en el canto
de las caracolas marinas
la canción que canta en el fondo oscuro del mar
la caracola

Te vas Alfonsina con tu soledad
qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Y una voz antigua de viento y de sal
te requiebra el alma
y la está llamando
y te vas, hacia allá como en sueños,
dormida Alfonsina, vestida de mar.

Cinco sirenitas te llevarán
por caminos de algas y de coral
y fosforescentes caballos marinos harán
una ronda a tu lado.
Y los habitantes del agua van a jugar pronto a tu
lado.

Bájame la lámpara un poco más
déjame que duerma, nodriza en paz
y si llama él no le digas que estoy,
dile que Alfonsina no vuelve.
Y si llama él nole digas nunca que estoy,
di que me he ido.

Te vas Alfonsina con tu soledad
qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Y una voz antigua de viento y de sal
te requiebra el alma
y la está llamando
y te vas, hacia allá como en sueños,
dormida Alfonsina, vestida de mar.

Alfonsina e o Mar

Pela areia macia que o mar lambe
sua pequena pegada não volta mais
um caminho só de dor e silêncio chegou
até a água profunda
e um caminho só de penas puras chegou
até a espuma

Sabe Deus que angústia te acompanhou
que dores antigas calaram sua voz
para se recostar embalada no canto
das conchas do mar
a canção que canta no fundo escuro do mar
a concha

Você vai, Alfonsina, com sua solidão
que poemas novos você foi buscar?
E uma voz antiga de vento e de sal
te despedaça a alma
e está te chamando
e você vai, pra lá como em sonhos,
dormindo, Alfonsina, vestida de mar.

Cinco sereias te levarão
por caminhos de algas e de coral
e cavalos marinhos fosforescentes farão
uma roda ao seu lado.
E os habitantes da água vão logo brincar ao seu
lado.

Baixa a lâmpada um pouco mais
deixa eu dormir, ama em paz
e se ele chamar, não diga que estou,
diga que Alfonsina não volta.
E se ele chamar, nunca diga que estou,
diga que eu fui.

Você vai, Alfonsina, com sua solidão
que poemas novos você foi buscar?
E uma voz antiga de vento e de sal
te despedaça a alma
e está te chamando
e você vai, pra lá como em sonhos,
dormindo, Alfonsina, vestida de mar.

Composição: Ariel Ramírez / Félix Luna