Les Jardins Des Promesses
C'est le bruit de l'enfance qui passe
Et qui laisse des traces
Le passé redessine ma vie
Et quelques fois l'efface
Les paroles et les voix qu'on attend
Un peu comme des promesses
Et les rêves de la nuit qui murmurent
Les fables les plus douces
J'ai gardé toutes les fleurs de l'enfance
Avec leurs inquiétudes
J'ai gardé leurs pétales fanés
Comme une vieille habitude
Et je ne voudrais rien de la vie
Qu'une longue caresse
Dans le doux de tes bras où je pose,
Où je laisse ma tendresse
Et quelquefois, le cœur serré,
Je me perds au premier coin de mon passé,
Tous nos rêves... Tous nos gestes... Et nos secrets
Sont au fond de mon âme
C'est là que j'ai caché...
Nos premiers mots, nos premiers pas,
Et ces montagnes de nous que tu ne sais pas,
Nos orages, nos rivières, et nos vallées
Sont tout comme les paysages qu'on aurait voulu dessiner,
Je me perds à vouloir toujours tellement chercher.
Les jardins de l'enfance se taisent et jamais ne se fanent
Ils se mêlent à nos jours, à nos nuits et à tous nos poèmes
Ils sont là comme des paysages recouverts de poussière
Ils sont là comme les grands voyages que l'on n'ose plus faire
Mais quelquefois, le cœur serré,
Je me perds au premier coin de mon passé,
Tous nos rêves... Tous nos gestes... et nos secrets
Sont au fond de mon âme...
C'est là que j'ai caché...
Nos premiers mots, nos premiers pas,
Et ces montagnes de nous que tu ne sais pas,
Nos murmures et nos promesses entremêlés
Sont tout comme les paysages qu'on aurait pu dessiner,
Je me perds à vouloir toujours tellement chercher.
Les jardins de l'enfance quelquefois voudraient nous laisser libres
Mais leurs fleurs et leurs arbres souvent nous empêchent de vivre.
Os Jardins das Promessas
É o barulho da infância que passa
E que deixa marcas
O passado redesenha minha vida
E às vezes a apaga
As palavras e as vozes que a gente espera
Um pouco como promessas
E os sonhos da noite que sussurram
As fábulas mais doces
Eu guardei todas as flores da infância
Com suas preocupações
Eu guardei suas pétalas murchas
Como um velho hábito
E eu não quero nada da vida
Além de um longo carinho
Nos braços doces teus onde eu me deito,
Onde eu deixo minha ternura
E às vezes, com o coração apertado,
Eu me perco na primeira esquina do meu passado,
Todos os nossos sonhos... Todos os nossos gestos... E nossos segredos
Estão no fundo da minha alma
É lá que eu escondi...
Nossas primeiras palavras, nossos primeiros passos,
E essas montanhas de nós que você não sabe,
Nossas tempestades, nossos rios e nossos vales
São como as paisagens que a gente queria desenhar,
Eu me perco querendo sempre tanto procurar.
Os jardins da infância se calam e nunca murcham
Eles se misturam aos nossos dias, às nossas noites e a todos os nossos poemas
Eles estão lá como paisagens cobertas de poeira
Eles estão lá como as grandes viagens que a gente não se atreve mais a fazer
Mas às vezes, com o coração apertado,
Eu me perco na primeira esquina do meu passado,
Todos os nossos sonhos... Todos os nossos gestos... e nossos segredos
Estão no fundo da minha alma...
É lá que eu escondi...
Nossas primeiras palavras, nossos primeiros passos,
E essas montanhas de nós que você não sabe,
Nossos sussurros e nossas promessas entrelaçados
São como as paisagens que a gente poderia ter desenhado,
Eu me perco querendo sempre tanto procurar.
Os jardins da infância às vezes gostariam de nos deixar livres
Mas suas flores e suas árvores muitas vezes nos impedem de viver.