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Les Jardins Des Promesses

Cristina Marocco

Letra

Os Jardins das Promessas

Les Jardins Des Promesses

É o barulho da infância que passaC'est le bruit de l'enfance qui passe
E que deixa marcasEt qui laisse des traces
O passado redesenha minha vidaLe passé redessine ma vie
E às vezes a apagaEt quelques fois l'efface
As palavras e as vozes que a gente esperaLes paroles et les voix qu'on attend
Um pouco como promessasUn peu comme des promesses
E os sonhos da noite que sussurramEt les rêves de la nuit qui murmurent
As fábulas mais docesLes fables les plus douces

Eu guardei todas as flores da infânciaJ'ai gardé toutes les fleurs de l'enfance
Com suas preocupaçõesAvec leurs inquiétudes
Eu guardei suas pétalas murchasJ'ai gardé leurs pétales fanés
Como um velho hábitoComme une vieille habitude
E eu não quero nada da vidaEt je ne voudrais rien de la vie
Além de um longo carinhoQu'une longue caresse
Nos braços doces teus onde eu me deito,Dans le doux de tes bras où je pose,
Onde eu deixo minha ternuraOù je laisse ma tendresse

E às vezes, com o coração apertado,Et quelquefois, le cœur serré,
Eu me perco na primeira esquina do meu passado,Je me perds au premier coin de mon passé,
Todos os nossos sonhos... Todos os nossos gestos... E nossos segredosTous nos rêves... Tous nos gestes... Et nos secrets
Estão no fundo da minha almaSont au fond de mon âme
É lá que eu escondi...C'est là que j'ai caché...
Nossas primeiras palavras, nossos primeiros passos,Nos premiers mots, nos premiers pas,
E essas montanhas de nós que você não sabe,Et ces montagnes de nous que tu ne sais pas,
Nossas tempestades, nossos rios e nossos valesNos orages, nos rivières, et nos vallées
São como as paisagens que a gente queria desenhar,Sont tout comme les paysages qu'on aurait voulu dessiner,
Eu me perco querendo sempre tanto procurar.Je me perds à vouloir toujours tellement chercher.

Os jardins da infância se calam e nunca murchamLes jardins de l'enfance se taisent et jamais ne se fanent
Eles se misturam aos nossos dias, às nossas noites e a todos os nossos poemasIls se mêlent à nos jours, à nos nuits et à tous nos poèmes
Eles estão lá como paisagens cobertas de poeiraIls sont là comme des paysages recouverts de poussière
Eles estão lá como as grandes viagens que a gente não se atreve mais a fazerIls sont là comme les grands voyages que l'on n'ose plus faire
Mas às vezes, com o coração apertado,Mais quelquefois, le cœur serré,
Eu me perco na primeira esquina do meu passado,Je me perds au premier coin de mon passé,
Todos os nossos sonhos... Todos os nossos gestos... e nossos segredosTous nos rêves... Tous nos gestes... et nos secrets
Estão no fundo da minha alma...Sont au fond de mon âme...
É lá que eu escondi...C'est là que j'ai caché...
Nossas primeiras palavras, nossos primeiros passos,Nos premiers mots, nos premiers pas,
E essas montanhas de nós que você não sabe,Et ces montagnes de nous que tu ne sais pas,
Nossos sussurros e nossas promessas entrelaçadosNos murmures et nos promesses entremêlés
São como as paisagens que a gente poderia ter desenhado,Sont tout comme les paysages qu'on aurait pu dessiner,

Eu me perco querendo sempre tanto procurar.Je me perds à vouloir toujours tellement chercher.

Os jardins da infância às vezes gostariam de nos deixar livresLes jardins de l'enfance quelquefois voudraient nous laisser libres
Mas suas flores e suas árvores muitas vezes nos impedem de viver.Mais leurs fleurs et leurs arbres souvent nous empêchent de vivre.


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