El Monte de las Ánimas
Noche de Difuntos
La muerte comienza a repicar
Es la hora en que las ánimas salen a jugar
Un templario monte fue el escenario de dolor
Un día de noviembre en que todo comenzó
El ardor guerrero derramó sangre y rencor
Y un terreno sin sentido, muerte y guerra causó.
Soria fue el lugar elegido
Y maldito lo dejaron
Odio y carne fueron sembrados
Festín de bestias fue regalado
Con sonidos de penumbra obligados están
Año tras año a su muerte recordar
Es la hora en que las ánimas salen a jugar
Esta es la historia prima
Más no temas, pues yo velaré
por tu alma y por tu sueño.
Malditas palabras las mías,
Pues en ti despertaron ansias
De conocer mí valía.
Un regalo yo te di,
Que me recordaras pretendía
El tuyo lo dejaste allí,
Con las almas sombrías.
Lucha encarnizada libré
Por devolver tú presente
Y hasta tu alcoba llegué
Para traértelo con mi muerte
Con el despertar de la aurora
Frío y horror encontraste
Con la sangre de mis venas
Tú propio tormento hallaste.
Y así la historia cambió
Por la de la bella y blanca dama
Que con guerreros anda
Llorando aquejumbrada
Llorando desolada.
Sobre mi fría tumba vacía
Su culpa y dolor lamentaba
Baila en difuntos la culpa
Pues es tú pena la que canta.
Y ahora con tu conciencia dolorida
Con tu maldad renacida
Bailarás sobre mi tumba atormentada y enloquecida
A Montanha das Almas
Noite de Finados
A morte começa a tocar
É a hora em que as almas vêm brincar
Um monte templário foi o cenário de dor
Um dia de novembro em que tudo começou
O ardor da guerra derramou sangue e rancor
E um terreno sem sentido, morte e guerra causou.
Soria foi o lugar escolhido
E maldito o deixaram
Ódio e carne foram semeados
Um banquete de feras foi oferecido
Com sons de penumbra estão obrigados a lembrar
Ano após ano, sua morte recordar
É a hora em que as almas vêm brincar
Esta é a história prima
Mas não temas, pois eu velarei
por sua alma e por seu sonho.
Malditas palavras as minhas,
Pois em você despertaram desejos
De conhecer meu valor.
Um presente eu te dei,
Que me lembrasses eu pretendia
O seu você deixou ali,
Com as almas sombrias.
Luta feroz eu enfrentei
Para devolver seu presente
E até seu quarto cheguei
Para trazê-lo com minha morte
Com o despertar da aurora
Frio e horror você encontrou
Com o sangue das minhas veias
Seu próprio tormento você achou.
E assim a história mudou
Pela da bela e branca dama
Que com guerreiros anda
Chorando angustiada
Chorando desolada.
Sobre minha fria tumba vazia
Sua culpa e dor lamentava
Dança entre os mortos a culpa
Pois é sua pena que canta.
E agora com sua consciência dolorida
Com sua maldade renascida
Você dançará sobre minha tumba atormentada e enlouquecida.