Cold Hate, Warm Blood
Late last night at rest with my mate
I'm visited by a victim of hate
A spectoral group, yet they're one and the same
They would never live
Nor would they have a name
A baby too young to walk or to talk
Rocked to sleep with a big, heavy rock
Becomes a tot with a baleful glare
Sucked from life by a shortage of air
A child beyond time without gender
Metamorphing to surrender
Each shape for one older and still
No end to how each could be killed
By chance in the polyverse i'm all of these
Each to fall prey with unnerving ease
To who knows which ambiguous marasmus
It asked at once knowing
And unknowing the answers
To things far removed from my experience
Or need to know and thus it thanked me
For sparing it death's multiplicitous masques
And life's thankless laborious tasks
January, child born alas
February, still still frail as glass
March through a formative period you must
April child, in god, distrusts
May comes and goes and shortlived is the hope
June is the halfway mark of your rope
July child fears end of time
August child in slow decline
September, sense starts to fail
October's child, the burden ails
November's child malingers on
December's child is dead and gone
Ódio Frio, Sangue Quente
Na noite passada, descansando com meu parceiro
Fui visitado por uma vítima do ódio
Um grupo espectral, mas são todos iguais
Nunca viveriam
Nem teriam um nome
Um bebê muito novo pra andar ou falar
Acalentado com uma pedra pesada
Se torna uma criança com um olhar ameaçador
Sugado da vida por falta de ar
Uma criança além do tempo, sem gênero
Metamorfoseando-se para se render
Cada forma para um mais velho e ainda
Sem fim para como cada um poderia ser morto
Por acaso, no poliverso, sou todos eles
Cada um caindo presa com uma facilidade inquietante
Para quem sabe qual marasmo ambíguo
Que perguntou de uma vez sabendo
E não sabendo as respostas
Para coisas muito distantes da minha experiência
Ou necessidade de saber e assim me agradeceu
Por poupá-lo das máscaras múltiplas da morte
E das tarefas ingratas e trabalhosas da vida
Janeiro, criança nascida, ah
Fevereiro, ainda tão frágil quanto vidro
Março, através de um período formativo você deve
Abril, criança, em Deus, desconfia
Maio vem e vai, e a esperança é curta
Junho é a metade da sua corda
Julho, criança teme o fim do tempo
Agosto, criança em lento declínio
Setembro, o sentido começa a falhar
Outubro, a criança, o fardo a aflige
Novembro, a criança se arrasta
Dezembro, a criança está morta e foi.