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Maldito Show

El Cuarteto de Nos

Maldito Show

Uoh-uoh-uoh, miren aquí
Uoh-uoh-uoh, digan whisky
¿Quién nos condenó sin poder decir no
A participar de este maldito show?

Acá todos se tienen que entretener, nadie se puede aburrir
Porque alguna idea malintencionada se le puede ocurrir
Y cualquier imagen trucada o cruda que lo obliguen a mirar
No lo tiene que hacer pensar, razonar, crear ni cuestionar

Presos de la maldición del espectáculo
Encerrados en este ambiente esquizofrénico
Donde todo lo que puede abarcar con sus tentáculos
Lo transforma en un show sin ningún reparo ético

Noticias de arte, muerte, deportes, importes
Reportes de casos sangrientos, aumentos, descuentos
Eventos de marketing, catering, modelling
Happenings que en la pantalla
Estallan en bailes, colores
Horrores y risas sin pausa con prisa
Y atacan con saña usando esa parafernalia

Solo se trata de evadir
El bienestar por encima del bien o el mal
Receta impuesta para suponer que se es feliz
(¡Sí, sí!)

Uoh-uoh-uoh, miren aquí
Uoh-uoh-uoh, digan whisky
¿Quién nos condenó sin poder decir no
A participar de este maldito show?

Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito

Reflectores que apuntan solo a la gloria instantánea (¡yeah!)
Primicias que mueren por combustión espontánea (¡buu!)
Efectos que nos hipnotizan en una Ilusión simultánea (¡uhh!)
Aplausos sin voluntad que validan a esta feroz miscelánea

Debates que caen y naufragan en simples chácharas
Titulares que igualan valores de héroes y vándalos
Nada es real sino ocurre frente a cámaras
Nada más espectacular que un buen escándalo

Programas que hablan de dramas de gente corriente
Vestidos de ayuda social auspiciada por un detergente
Colores fulgentes que venden noticias urgentes
Y seres neuróticos alias mediáticos
Que entre luces robóticas hablan de homeless, de topless, de goles
Y el cambio climático

Como cualquier divinidad
Irá al destierro quien se atreva a negar su luz
Y será hereje el que no quiera comulgar en su altar (¡sí, sí!)

Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito

Rituales de un instante, culto a la obsolescencia
Bulimia de novedades vomitando pirotecnia
Publicidad en la tapa, publicidad en el dorso
Necrológicas que venden con la muerte como Sponsor

El show debe entretener
El show debe divertir
El show debe anestesiar
El show debe continuar

El show debe distraer
El Show debe seducir
El show debe adoctrinar
El show debe facturar

Uoh-uoh-uoh, miren aquí
Uoh-uoh-uoh, digan whisky
¿Quién nos condenó sin poder decir no
A participar de este maldito show?

Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito

Maldito Show

Uoh-uoh-uoh, olhem aqui
Uoh-uoh-uoh, digam whisky
Quem nos condenou sem poder dizer não
A participar desse maldito show?

Aqui todo mundo tem que se entreter, ninguém pode ficar entediado
Porque alguma ideia maliciosa pode surgir na cabeça
E qualquer imagem manipulada ou crua que te obrigam a olhar
Não deve fazer você pensar, raciocinar, criar nem questionar

Presos à maldição do espetáculo
Encarcerados nesse ambiente esquizofrênico
Onde tudo que pode alcançar com seus tentáculos
Se transforma em um show sem nenhum critério ético

Notícias de arte, morte, esportes, valores
Relatos de casos sangrentos, aumentos, descontos
Eventos de marketing, catering, modelagem
Acontecimentos que na tela
Explodem em danças, cores
Horrores e risadas sem parar, com pressa
E atacam com fúria usando essa parafernália

Só se trata de escapar
O bem-estar acima do bem ou do mal
Receita imposta para supor que se é feliz
(É, é!)

Uoh-uoh-uoh, olhem aqui
Uoh-uoh-uoh, digam whisky
Quem nos condenou sem poder dizer não
A participar desse maldito show?

Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito

Refletores que apontam só para a glória instantânea (é!)
Furos que morrem por combustão espontânea (eca!)
Efeitos que nos hipnotizam em uma ilusão simultânea (uhh!)
Aplausos sem vontade que validam essa feroz miscelânea

Debates que caem e naufragam em simples conversas
Manchetes que igualam valores de heróis e bandidos
Nada é real se não acontece diante das câmeras
Nada mais espetacular que um bom escândalo

Programas que falam de dramas de gente comum
Vestidos de ajuda social patrocinada por um detergente
Cores brilhantes que vendem notícias urgentes
E seres neuróticos, os mediáticos
Que entre luzes robóticas falam de moradores de rua, de topless, de gols
E da mudança climática

Como qualquer divindade
Irá para o exílio quem se atrever a negar sua luz
E será herege quem não quiser comungar em seu altar (é, é!)

Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito

Rituais de um instante, culto à obsolescência
Bulimia de novidades vomitando pirotecnia
Publicidade na capa, publicidade no verso
Necrológicas que vendem com a morte como patrocinador

O show deve entreter
O show deve divertir
O show deve anestesiar
O show deve continuar

O show deve distrair
O show deve seduzir
O show deve doutrinar
O show deve faturar

Uoh-uoh-uoh, olhem aqui
Uoh-uoh-uoh, digam whisky
Quem nos condenou sem poder dizer não
A participar desse maldito show?

Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito
Ma-ma-maldito show, ma-ma-maldito

Composição: Roberto Musso