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Destino

Cuchilla Grande

Destino

No quiero que se me acerquen las moscas
Por que todavia no estoy muerto
Ni tampoco ilos buitres carroñeros!
Pa'que me coman los ojos y me arranquen el pellejo.

Si es por querer, puedo querer toda una vida
Y fueron tantas las horas perdidas que hoy, que hoy ya ni sè...

Hay veces en que me canso en esperar cosas buenas de los demas
Pero es la necesidad la que me impulsa a seguir
Tengo el pecho abierto pa'quien quiera abrigo
Serà cosa del destino por sentirlo asì.

Yo sè que muchos no pueden ver las cosas que yo veo
Ipero es mas por no querer!
Iviva la pepa y viva lo ajeno!
Y yo me pregunto
Y lo nuestro?
Y lo de adentro?,
Ide la traiciòn a artigas!
De los indios muertos, de mi alma de mis pensamientos.

Sufriran su mismo destino?
Ipero les debo advertir que seguirè en este camino
Dificil que me puedan mover, plantè bandera en la ser!

Ies cosa destino!

Destino

Não quero que as moscas se aproximem de mim
Porque ainda não estou morto
Nem os urubus carniceiros!
Pra me comerem os olhos e arrancarem minha pele.

Se é por querer, posso querer uma vida inteira
E foram tantas horas perdidas que hoje, que hoje já nem sei...

Tem vezes que me canso de esperar coisas boas dos outros
Mas é a necessidade que me empurra a seguir
Tenho o peito aberto pra quem quiser abrigo
Deve ser coisa do destino por sentir assim.

Eu sei que muitos não conseguem ver as coisas que eu vejo
Mas é mais por não querer!
Viva a festa e viva o que é dos outros!
E eu me pergunto
E o nosso?
E o que está dentro?,
Ide a traição a Artigas!
Dos índios mortos, da minha alma, dos meus pensamentos.

Sofrerão seu próprio destino?
Mas devo avisar que continuarei neste caminho
Difícil que me possam mover, plantei a bandeira na serra!

É coisa do destino!

Composição: