Morbide Le Mani
Io, ti ho raccolta per la strada, ch'eri ridotta proprio a niente.
Con gli occhi ti ho pesata e mi son preso, la tua mente.
Ti ho messo dentro casa, come uno sciocco, credi a me;
dovevo immaginare quello che c'era in te.
Un soprammobile costoso, da far vedere alle tue amiche.
Trofeo delle tue caccie, imbalsamato, come te.
Vecchia già a ventun'anni, mezza esaltata o giù di lì;
concedi prestazioni, ti vendi per un "sì".
Morbide le mani come ragnatele
passano sui seni caldi come il sole.
Ma quand'è il momento, di fare l'amore
gli altri tu non senti e non puoi volare.
Oh Mary ....Mary, perchè ti voglio?
Oh Mary ....Mary, anche se sbaglio.
Stasera, andiamo in una casa e ci sarà gente che "conta".
Nervosa ed impaziente, mi dici: "..andiamo, sono pronta!"
Ma un ospite di turno, da sotto al tavolo ti tocca già;
lo guidi dentro un letto, tra la mia incredulità.
Mãos Macias
Eu te encontrei na rua, que você estava reduzida a nada.
Com os olhos te pesei e me apropriei da sua mente.
Te coloquei dentro de casa, como um idiota, acredita em mim;
deveria imaginar o que havia em você.
Um enfeite caro, pra mostrar pras suas amigas.
Troféu das suas caçadas, embalsamado, como você.
Velha já aos vinte e um, meio exaltada ou por aí;
concede favores, se vende por um "sim".
Mãos macias como teias de aranha
passam pelos seios quentes como o sol.
Mas quando chega a hora de fazer amor
os outros você não ouve e não consegue voar.
Oh Mary... Mary, por que eu te quero?
Oh Mary... Mary, mesmo que eu esteja errado.
Essa noite, vamos pra uma casa e vai ter gente que "conta".
Nervosa e impaciente, você me diz: "...vamos, estou pronta!"
Mas um convidado de plantão, debaixo da mesa já te toca;
você o leva pra um quarto, entre a minha incredulidade.