The Void
He's passed out for the night.
Lived in one house all his life.
You can count the decades in his eyes.
Fifty year old fistfights and the scars they leave.
All the awful liars, all the perfect thieves.
But he trusts in the rule of law and hates the current scapegoats.
Never asked for more.
And what will he have to show for the years of hard work.
Faithful service and standardized routines?
And when he dies alone with nothing in hand.
Burned out shell of a working man.
When he dies alone with empty hands -
How long will the body lie before someone walking by notices the smell.
Calls cops and they come to put him in a box (and mark it with a number)?
Somewhere past the city limits somebody pulls his file.
Stamps it void and throws it on a pile.
We take care of our own, at least on paper.
We take care of our own.
Who gets his number?
O Vazio
Ele desmaiou pela noite.
Viveu numa casa a vida inteira.
Você pode contar as décadas em seus olhos.
Cinquenta anos de brigas e as cicatrizes que ficam.
Todos os péssimos mentirosos, todos os ladrões perfeitos.
Mas ele confia na lei e odeia os bodes expiatórios atuais.
Nunca pediu mais.
E o que ele terá para mostrar pelos anos de trabalho duro?
Serviço fiel e rotinas padronizadas?
E quando ele morrer sozinho, sem nada nas mãos.
Um casca queimada de um trabalhador.
Quando ele morrer sozinho, com as mãos vazias -
Quanto tempo o corpo vai ficar ali até alguém passar e notar o cheiro?
Chama a polícia e eles vêm para colocá-lo em uma caixa (e marcar com um número)?
Em algum lugar além dos limites da cidade, alguém puxa seu arquivo.
Carimba como nulo e joga em uma pilha.
Cuidamos dos nossos, pelo menos no papel.
Cuidamos dos nossos.
Quem vai pegar o número dele?
Composição: Chris Colohan