Rap É Mais Que Música

D U N G A

Yeah!
Desta vez Sky-h chamou Farizeu e Dunga
Para mostrar que rap é mais do que música
Yo, Sky Age!
Come on!

Nasci no meio de monstros, para mudar quem sou
E as ruas deram lições que a escola não ensinou
Carrego o peso do sonho, sem contar com a sorte
Ainda firme nisto, e cada vez mais forte

Carrego a rima de quem acredita no percurso
Cada palavra que deixo vai tornando-se um recurso
Porque as ruas ensinaram a caminhar com firmeza
A vida é uma luta, mas a música cura a tristeza

Não estou aqui por fama, mas sim pela essência
Carrego o respeito pela arte, não pela aparência
O tempo torna-se curto e o talento é refúgio
Cada faixa que lanço virou uma obra de estudo

A verdade é dura, mas a rima é melhor que a mentira
Quem não vive em música nunca entende a minha mira
O que trago é real, nunca é uma ilusão
Porque sinto o rap de verdade — ele guia o meu coração

Nasci designado para isto com o microfone na mão
O som pensava em mim quando era só um embrião
Rap não é só música — é sangue, é chão
É fé, é resistência, é eterna religião

Nasci designado para isto com o microfone na mão
O som pensava em mim quando era só um embrião
Rap não é só música — é sangue, é chão
É fé, é resistência, é eterna religião

Falo com a pista às vezes como se estivesse com o irmão
Eles não entendem o que muitos entendem cá na minha mão
Se a rua me mudou, a música me deu visão
E o meu percurso agora é escrito com precisão

A quem canta moda, eu prefiro cantar vida
Quem procura atenção perde o ponto de partida
O caminho é lento, mas já estou com os pés firmes no chão
Cada barra que deixo fortalece o meu coração

Não negocio valores, esquivo sempre a tentação
Quem está nisto por fama cai direto na ilusão
O rap não é fantasia — é uma realidade
Faço para quem sente, não é por vaidade

Carrego sempre os meus, e isso nunca falha
Onze mil soldados preparados para a batalha
Se o amanhã for incerto, hoje vos deixo a minha escrita
Torno isto o meu refúgio, que vai tornar a alma infinita

Nasci designado para isto com o microfone na mão
O som pensava em mim quando era só um embrião
Rap não é só música — é sangue, é chão
É fé, é resistência, é eterna religião

Nasci designado para isto com o microfone na mão
O som pensava em mim quando era só um embrião
Rap não é só música — é sangue, é chão
É fé, é resistência, é eterna religião

É a voz dos excluídos — rap é mais que música
O mais ouvido do mundo, é de utilidade pública
Escuta quem tem entendimento, dialeto da rua
Sem termo acadêmico — realidade nua e crua

Vivência segue salvando vidas com sua influência
Não quer só mídia, mas age com consciência
Atuando em vários lugares, ocupando os espaços

Composição: Robson Luiz Santos de Oliveira / Arsénio Jacinto Lina Valoi. Essa informação está errada? Nos avise.

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