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Aqueles que estão amarrados

Damien Saez

Ceux qui sont en laisse

Tu voulais du médiocre et moi, j'en avais pas
Tu voulais l'Univers et moi, j'avais que moi
Tu voulais le silence quand j'étais que musique
Qu'on marche parallèle quand j'allais qu'à l'oblique
Tu voulais des rivières au milieu du désert
Tu voulais les voyages, moi, j'étais sédentaire
Que je fasse des chansons qui m'emmènent au sourire
J'y peux rien, moi, je n'ai que des larmes à leur dire
Et des plaines de pluies pour unique empire

Quand je serai parti, que lira mes poèmes
Un autre romantique qui se verra en moi
Il se dira sans doute "Oh c'est beau comme il l'aime !"
Mais qu'il sache que je n'ai jamais aimé que moi
Qu'au lit ou dans le coeur l'égoïsme est la mère
Des générosités

Que les femmes me pardonnent de n'être fait pour elles
D'être comme un nuage qui recherche son ciel
De n'être qu'un navire toujours à la détresse
Et cette envie de fuir de ceux qui sont en laisse

Pardonnez-moi, vous tous qui vous liez les mains
Vous qui pensez qu'à deux vous ferez mieux le chemin
Vous qui pensez que l'autre vous sauvera la peau
Alors que de votre âme il fera des lambeaux
En amour, que l'on soit le plus grand des guerriers
Ou la triste brebis qui cherche le berger
On finit tous à terre à chercher les morceaux
Au bord du précipice à deux pas du grand saut
A deux pas du tombeau

Aqueles que estão amarrados

Você queria o medíocre e eu, não tinha isso
Você queria o universo e eu, só tinha a mim
Você queria o silêncio quando eu era só música
Que andássemos paralelos quando eu ia na diagonal
Você queria rios no meio do deserto
Você queria viagens, eu era sedentário
Que eu fizesse canções que me levassem ao sorriso
Não posso fazer nada, eu só tenho lágrimas pra dizer
E planícies de chuva como único império

Quando eu tiver partido, quem lerá meus poemas
Um outro romântico que se verá em mim
Ele dirá sem dúvida "Oh, é lindo como ele ama!"
Mas que saiba que eu nunca amei ninguém além de mim
Que na cama ou no coração, o egoísmo é a mãe
Das generosidades

Que as mulheres me perdoem por não ser feito pra elas
Por ser como uma nuvem que busca seu céu
Por ser apenas um navio sempre à deriva
E essa vontade de fugir de quem está amarrado

Perdoem-me, todos vocês que amarram suas mãos
Vocês que acham que em dois farão melhor o caminho
Vocês que pensam que o outro salvará sua pele
Enquanto de sua alma ele fará retalhos
No amor, que sejamos o maior dos guerreiros
Ou a triste ovelha que busca o pastor
Todos acabamos no chão procurando os pedaços
À beira do precipício, a dois passos do grande salto
A dois passos do túmulo