Shoku
斜に構えた意味ない拘り
na ni kamaeta imi nai kodawari
どちらかと言うと飽きっぽい方だ
dochira ka to iu to akippoi hou da
薔薇色人生 甘い口溶け
bara iro jinsei amai kuchitoke
踊る心 夢うつつ
odoru kokoro yume utsutsu
そんな都合のいい魔法があればいいのにな
sonna tsugou no ii mahou ga areba ii no ni na
なんて
nante
あのね ないものねだりの
ano ne nai mono nedari no
淀んだ季節が首を裂く
yodonda kisetsu ga kubi wo saku
欲しいモノは蚊帳の外から眺めるだけで
hoshii mono wa kaya no soto kara nagameru dake de
惰性の中でたまに思い出すくらいが丁度いいのかもしれない
dasei no naka de tamani omoidasu kurai ga chōdo ii no kamoshirenai
ばら撒く理想に狂うほど
baramaku risou ni kuruu hodo
違う
ti ga u
何も感じないなんて嘘だ
nani mo kanjinai nante uso da
ピュアな心は凌辱されて
pyua na kokoro wa ryoujoku sarete
不感症気味の僕にメスを
fukanshou gimi no boku ni mesu wo
破滅を喜べ
hametsu wo yorokobe
(引き出しから覗いている)
(hikidashi kara nozoite iru)
ソレさえも
Sore sae mo
終わってしまえば
owatte shimaeba
(潤いは台無しさ)
(uruoi wa dainashi sa)
あぁ 味のないガムみたい
aa aji no nai gamu mitai
嫉妬を喰らう化け物
shitto wo kurau bakemono
集え 迷える子羊よ
tsudoe mayoeru kohitsuji yo
蜘蛛の糸を辿るように
kumo no ito wo tadoru you ni
あのね ないものねだりの
ano ne nai mono nedari no
淀んだ季節が首を裂く
yodonda kisetsu ga kubi wo saku
欲しいモノは蚊帳の外から眺めるだけで
hoshii mono wa kaya no soto kara nagameru dake de
惰性の中でたまに思い出すくらいが丁度いいのかもしれない
dasei no naka de tamani omoidasu kurai ga chōdo ii no kamoshirenai
ばら撒く理想に狂うほど
baramaku risou ni kuruu hodo
理解ってはいても 消せないエゴさ
rikai tte wa ite mo kesenai ego sa
次のページへ 瞼は重く
tsugi no peeji e mabuta wa omoku
Sabor Amargo
Aquela obsessão sem sentido, meio torta
Se for pra escolher, sou mais de me entediar
Vida cor-de-rosa, derretendo doce
Coração dançante, sonhando acordado
Se ao menos houvesse uma mágica conveniente assim
Ah, como seria bom
Olha, essa ânsia por coisas que não tenho
Essa estação parada que me corta o pescoço
O que eu quero só posso ver de longe
Talvez seja melhor lembrar de vez em quando, na rotina
A ponto de enlouquecer com ideais jogados ao vento
Não é isso
Dizer que não sinto nada é mentira
Meu coração puro está sendo violado
E eu, meio insensível, preciso de um corte
Celebre a ruína
(Escondido na gaveta)
Até isso
Quando acabar
(A umidade se foi)
Ah, como um chiclete sem gosto
Um monstro que devora a inveja
Reúnam-se, ovelhas perdidas
Como se seguissem um fio de teia
Olha, essa ânsia por coisas que não tenho
Essa estação parada que me corta o pescoço
O que eu quero só posso ver de longe
Talvez seja melhor lembrar de vez em quando, na rotina
A ponto de enlouquecer com ideais jogados ao vento
Mesmo entendendo, não consigo apagar o ego
Para a próxima página, as pálpebras pesam
Composição: Kou, Cazqui, 一音