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Deixaremos

Dan Lluvia

Dejaremos

Dejaremos un cuerpo hecho poesía
Y un eclipse de apátridas cantantes
Cuando lejos de esperar lleguen los días
De pensar ingenuamente que días eran los de antes

Si antes de volver a ser aquello que jamás pensé en dejar de ser
El tiempo y mis temores me convierten en un envase vacío, saldo de mi corazón vacío ya de promesas
¿No sería el espacio entre mis sueños y mis manos el problema
Ni la puta solución acaso apenas respirar?

Jugaremos al juego de nuestras vidas
Inventando las reglas en el camino
Rechazando el precepto de ser mortales
Reclamándole a los dioses, de los dioses, lo divino

Si con la luz de mis palabras ilumino alguna vez la senda de otro ser
No habrá nacido estéril mi necesidad de ser conjuro de conjugación, ni lápiz, ni papel
En un cuaderno habré dejado mi alma por tesoro, entonces quien la encuentre podrá ser
Tan pobre o tan inmensamente rico como yo!

Cuando aquello que tenemos
Por delante puede ser
Más grande que esta mierda de baldosa
En la que nos pisamos al bailar
La apuesta nos desborda de tal forma que es
La vida o nada, quizás
La vida o nada quizás
(La vida y todo, tal vez)

Deixaremos

Deixaremos um corpo feito poesia
E um eclipse de cantores apátridas
Quando longe de esperar, os dias chegarão
De pensar ingenuamente que dias eram os de antes

Se antes de voltar a ser aquilo que nunca pensei em deixar de ser
O tempo e meus medos me transformam em um recipiente vazio, saldo do meu coração vazio de promessas
Não seria o espaço entre meus sonhos e minhas mãos o problema
Nem a maldita solução, talvez apenas respirar?

Jogaremos o jogo de nossas vidas
Inventando as regras no caminho
Rejeitando o preceito de sermos mortais
Reivindicando aos deuses, dos deuses, o divino

Se com a luz das minhas palavras ilumino alguma vez o caminho de outro ser
Minha necessidade de ser conjuração, nem lápis, nem papel, não terá nascido estéril
Em um caderno deixarei minha alma como tesouro, então quem a encontrar poderá ser
Tão pobre ou tão imensamente rico quanto eu!

Quando aquilo que temos
À nossa frente pode ser
Maior do que essa merda de calçada
Na qual pisamos ao dançar
A aposta nos transborda de tal forma que é
A vida ou nada, talvez
A vida ou nada talvez
(A vida e tudo, talvez)

Composição: Dario "Panter" Giuliano