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Vai se Foder

Dan Sanchez

Fuck U

(Socias demasiado engreídos muchachos sin importar lo bueno que seas)
(Y nunca dejes que te vean llegar eso lo arruina amigo mío)
(Debes mantenerte siempre pequeño, inocuo, ser siempre el pequeño)
(Debes ser el tonto, el leproso, el vago desempleo)
(Mírame amigo, subestimado desde el principio)
(Nunca pensarías que soy un amo del universo, ¿verdad?)
(It's wicked outside)

¿De qué te sirve hablar si no haces nada con tu vida?
Tu crítica son ruido, mi éxito es la herida
Tantas bocas abiertas pero sigo sin callarme
Cada palabra tuya me hace más motivarme
No tengo la mejor voz, tampoco quise ser cantante
Sin buscar todo se dio, la vida cambia en un instante
Pantalla es un refugio donde te gusta esconderte
Pero en la vida real sé que deseas tanto mi suerte
Me juzgan por todo, hasta de cómo me veo que soy bien pinche mamón
Que bien verga me creo, son puro fan confundido que se la vive en pendientes
Que hago como vivo no me sacan de sus dientes
Yo sé qué pedo conmigo ya por cuánto hemos pasado
Me he caído y levantado pero nunca me he quebrado
El bajomundo fue mi ejemplo pa' no dejarme de nadie
Respeto por respeto si molestas en su madre
Que sigan tirando, los perros sigan ladrando
Me pela la verga con bardas, se están topando
Pero guacha, ¿pa' qué me tires con más justa razón?
Que por algo que no hice me metieron a prisión
Que la casa donde vivía era de lámine cartón
Que la ropa que vestía un pariante me la dejó
Que hubo veces que comía pero más veces que no
Que en el suelo dormía o en aquel viejo sillón

Desde bien te porro pa' ese hambre no fue pelada
Viendo cómo presumían pa' lo que no me alcanzaba
Que desde la primaria me trajeron a patadas
Que miré como a mi jefa, enfrente de mí la humillaban
Así mismo fui creciendo y de lo malo fui aprendiendo
Con los locos de la esquina, la del cerrito prendiendo
Me enseñé a tirar vergas, a sus puños limpio machetazo
Fui haciendo mi camino, pa' la calle un talentazo
Y aunque salí del barrio jamás pensé como ellos
Yo quería ser más grande pero más grande era el sueño
De darle todo a los míos pero para todo hay riesgo
Libros jamás entraron, más bien no me gustaron
Yo prefería hacer lo mío, sea bueno sea malo
Abrimos una tiendita bien ubica' de la esquina
Cristal o marihuana, gramitos de cocaína
Todos sabían del chamaco, el mitote de las vecinas
Aquel chico problema en el que ya nadie creía
Y al galgo del vecindario nadie se imaginaría
Que llegara su suerte y la vida le cambiaría

Y la música a todo le daría viejo
Para ti que tienes un sueño jamás hagas canso omiso a lo que quieres
Nunca te calles, jamás dejes de intentarlo
Porque es mejor morir por algo que vivir por nada
La vida es impredecible, nunca sabrás donde te va a poner

Fuck you aquellos que hablan y nomas tiran, viejo

Vai se Foder

(Sociais muito convencidos, rapazes, não importa o quão bom você seja)
(E nunca deixe que te vejam chegar, isso estraga tudo, meu amigo)
(Você deve sempre se manter pequeno, inofensivo, ser sempre o menor)
(Você deve ser o idiota, o excluído, o vagabundo sem emprego)
(Olha pra mim, amigo, subestimado desde o começo)
(Nunca pensou que eu sou um mestre do universo, né?)
(Está uma loucura lá fora)

De que adianta falar se você não faz nada com a sua vida?
Sua crítica é só barulho, meu sucesso é a ferida
Tantas bocas abertas, mas eu sigo sem me calar
Cada palavra sua me faz mais me motivar
Não tenho a melhor voz, também não quis ser cantor
Sem buscar, tudo aconteceu, a vida muda em um instante
A tela é um refúgio onde você gosta de se esconder
Mas na vida real, sei que você deseja tanto a minha sorte
Me julgam por tudo, até pela minha aparência, que sou bem babaca
Que bom que eu me acho, são só fãs confusos que vivem de pendências
O que eu faço, como vivo, não saem da minha boca
Eu sei o que rola comigo, já passamos por tanta coisa
Eu caí e levantei, mas nunca me quebrei
O submundo foi meu exemplo pra não me deixar levar por ninguém
Respeito por respeito, se incomoda, se ferra
Que continuem jogando, os cães continuam latindo
Tô nem aí, com muros, eles estão se esbarrando
Mas olha, pra que me atirar com mais razão?
Por algo que não fiz, me meteram na prisão
Que a casa onde eu morava era de papelão
Que a roupa que eu vestia um parente me deixou
Que teve vezes que comi, mas mais vezes que não
Que no chão eu dormia ou naquele velho sofá

Desde bem cedo, pra essa fome não foi fácil
Vendo como se exibiam pra o que não me alcançava
Que desde a escola me chutaram pra fora
Que vi minha mãe sendo humilhada na minha frente
Assim fui crescendo e do ruim fui aprendendo
Com os malucos da esquina, a do morro acendendo
Aprendi a dar porrada, a socos, limpo, na marra
Fui fazendo meu caminho, pra rua, um talento
E mesmo saindo do bairro, nunca pensei como eles
Eu queria ser maior, mas o sonho era maior
De dar tudo pros meus, mas pra tudo tem risco
Livros nunca entraram, na verdade, não gostava
Eu preferia fazer o meu, seja bom ou seja ruim
Abrimos uma lojinha bem localizada na esquina
Cristal ou maconha, graminhas de cocaína
Todo mundo sabia do moleque, o falatório das vizinhas
Aquele garoto problema em que ninguém mais acreditava
E o galgo do bairro, ninguém imaginaria
Que sua sorte chegaria e a vida mudaria

E a música daria tudo, velho
Pra você que tem um sonho, nunca ignore o que quer
Nunca se cale, jamais pare de tentar
Porque é melhor morrer por algo do que viver por nada
A vida é imprevisível, nunca saberá onde vai te colocar

Vai se foder, aqueles que falam e só jogam, velho

Composição: Daniel Miguel Alegre Sánchez