La Balanza (Cara B)
La mitad de lo que soy yo te lo debo a ti
Hemos compartido luz, tormentas y esperanzas
Al camino de la mano alguna nube gris
Un atardecer y tantos días de ignorancia
Qué no quiero apartarme de ti
Por mucho que halla ruido hay un silencio atrás que duele oír
Qué no quiero soltarme de aquí
Qué tu cuerpo es mi casa, tu boca el fin
Me quedo para morir
Hubo viento de poniente y se quedó a dormir
Pero siempre se equilibra nuestra balanza
Siete días de silencio, 30 sin dormir
El orgullo, tu bondad y la desesperanza
Qué no quiero apartarme de ti
Por mucho que halla ruido y un silencio atrás que duele oír
Qué no quiero soltarme de aquí
Qué tu cuerpo es mi casa, tu boca el fin
Me quedo para morir
Yo solo me siento en el banquillo de acusados
Soy la irrasionalidad, el presente es mi pasado
Lo que viene huele mal, cada plan es oxidado
Las caricias dónde están, vienen golpes inventados
Soy el cero antes de hacer el examen que me marco
Cada día al levantarme trato como a un soldado
Deja un trozo grande a un lado, que al pesar de verlo sano
Deja el trozo malo al otro, que en verdad no pesa tanto
Qué no quiero apartarme de ti
Por mucho que halla ruido hay un silencio atrás que duele oír
Qué no quiero soltarme de aquí
Qué tu cuerpo es mi casa, tu boca el fin
Me quedo para morir
La mitad de lo que soy, hoy me lo debo a mí
A Balança (Lado B)
A metade do que sou eu te devo a ti
Compartilhamos luz, tempestades e esperanças
De mãos dadas no caminho, alguma nuvem cinza
Um pôr do sol e tantos dias de ignorância
Que eu não quero me afastar de ti
Por mais que tenha barulho, há um silêncio atrás que dói ouvir
Que eu não quero me soltar daqui
Que teu corpo é minha casa, tua boca é o fim
Eu fico pra morrer
Houve vento de oeste e ele ficou pra dormir
Mas nossa balança sempre se equilibra
Sete dias de silêncio, 30 sem dormir
O orgulho, tua bondade e a desesperança
Que eu não quero me afastar de ti
Por mais que tenha barulho e um silêncio atrás que dói ouvir
Que eu não quero me soltar daqui
Que teu corpo é minha casa, tua boca é o fim
Eu fico pra morrer
Eu só me sinto no banco dos réus
Sou a irracionalidade, o presente é meu passado
O que vem cheira mal, cada plano tá enferrujado
As carícias onde estão, vêm golpes inventados
Sou o zero antes de fazer a prova que me marquei
Todo dia ao levantar, trato como um soldado
Deixa um pedaço grande de lado, que ao pesar, parece sadio
Deixa o pedaço ruim pro outro, que na verdade não pesa tanto
Que eu não quero me afastar de ti
Por mais que tenha barulho, há um silêncio atrás que dói ouvir
Que eu não quero me soltar daqui
Que teu corpo é minha casa, tua boca é o fim
Eu fico pra morrer
A metade do que sou, hoje me devo a mim