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Céu de Três por Oito

Daniel Viglietti

Cielito de Tres Por Ocho

Allá va cielo y más cielo,
Cielito de la mañana...
Después de los ruiseñores,
Bien puede cantar la rana.

Cielito, cielo que sí,
El rey es hombre cualquiera,
Y morir para que él viva,
¡la puta! es una zoncera.

Cielito, cielo que sí,
Cielito de la herradura,
Para candil semejante
Mejor es dormir a oscuras.

Allá va cielo y más cielo,
Libertad, muera el tirano,
O reconocernos libres
O adiosito y sable en mano.

Cielito, cielo que sí,
Unión y ya nos entramos,
Y golpeándonos la boca
Apagando los sacamos.

Cielo de los mancarrones
¡ay! cielo de los potrillos,
Ya brincarán cuando sientan
Las espuelas y el lomillo.

Cielito, cielo que sí,
Cielito del disimulo,
De balde tiran la taba
Porque siempre han de echar culo.

Cielito, cielo que sí,
Cielito de tres por ocho,
Que se empezó a desgranar
Lo mesmo que maíz morocho.

Si perdiésemos la acción,
Ya sabemos nuestra suerte,
Y pues juramos ser libres,
O libertad o la muerte.

Céu de Três por Oito

Lá vai céu e mais céu,
Céu da manhã...
Depois dos rouxinóis,
Bem pode cantar a rã.

Céu, céu que sim,
O rei é qualquer homem,
E morrer pra que ele viva,
A puta! é uma besteira.

Céu, céu que sim,
Céu da ferradura,
Pra candeeiro assim
É melhor dormir no escuro.

Lá vai céu e mais céu,
Liberdade, morra o tirano,
Ou nos reconhecermos livres
Ou adeus e espada na mão.

Céu, céu que sim,
União e já nos entramos,
E nos batendo na boca
Apagando, nós tiramos.

Céu dos potros
Ai! céu dos cavalinhos,
Já vão pular quando sentirem
As esporas e o lombo.

Céu, céu que sim,
Céu da dissimulação,
De graça jogam os dados
Porque sempre vão se dar mal.

Céu, céu que sim,
Céu de três por oito,
Que começou a se desgranar
Igual ao milho moreno.

Se perdermos a ação,
Já sabemos nossa sorte,
E pois juramos ser livres,
Ou liberdade ou a morte.

Composição: Bartolomé Hidalgo