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Pare, Morte

Dante Spinetta

Stop Muerte

Bienvenidos a la ciudad de mis ojos
soy la virgen del silencio
hoy les hablo y no los veo
les cuento de amores perros
Stop, muerte, stop
25 perras y nosotros dos
románticos en el lugar equivocado
ya no bendicen montaña
cumbre de rabia dorada
ya no bendicen tu perro
y que me ladren desde un agujero
Ya nadie ama en la ciudad
en la ciudad no me amas mas

Ya no comeremos muerte
Stop, muerte, stop

Ya no bendicen tu casa
fuego en tu cuarto sin raza
padre alimenta mis miedos
quieres la guerra de amores perros
Ya nadie ama la ciudad
y tu mamá me mira mal

Stop,
ya no bendicen montaña
cumbre de rabia dorada
ya no bendicen tu perro
y que me ladren desde un agujero
Ya no bendicen tu casa
fuego en tu cuarto sin raza
padre alimenta mis miedos
quieres la guerra de amores perros

En la ciudad no me amas mas

Muéstrame
Te mostrare sangre que no es mía
sabrás de mi conciencia canina
titila el cielo, cielo de tus encías
cuando la ira se haga mía
que te aniquila entre sus días
Me vas a morder, nena
te voy a dejar, nena
me voy a escapar cuando trates de ahorcar el mar, nena
de dioses en tus ojos negros
en tu mesita de luz, flor que huele a amores perros

Despiértame en, la noche
ama fantasma desheredando el karma
tu lengua se escapa hacia la paz descalza
como...de baladas de mi alma
Guadalupe en el reino dorado
es la reina de mi ego y mi ego es cuadrado
como esta nación, deforme,
sumergida en el vino de ese puesto enorme

Pare, Morte

Bem-vindos à cidade dos meus olhos
sou a virgem do silêncio
hoje falo com vocês e não os vejo
conto sobre amores complicados
Pare, morte, pare
25 cadelas e nós dois
românticos no lugar errado
já não abençoam montanha
cume de raiva dourada
já não abençoam seu cachorro
e que me ladrem de um buraco
Ninguém ama na cidade
na cidade você não me ama mais

Já não vamos comer morte
Pare, morte, pare

Já não abençoam sua casa
fogo no seu quarto sem raça
pai alimenta meus medos
você quer a guerra dos amores complicados
Ninguém ama a cidade
e sua mãe me olha torto

Pare,
já não abençoam montanha
cume de raiva dourada
já não abençoam seu cachorro
e que me ladrem de um buraco
Já não abençoam sua casa
fogo no seu quarto sem raça
pai alimenta meus medos
você quer a guerra dos amores complicados

Na cidade você não me ama mais

Mostre-me
Vou te mostrar sangue que não é meu
saberá da minha consciência canina
brilha o céu, céu das suas gengivas
quando a ira se tornar minha
que te aniquila entre seus dias
Você vai me morder, neném
vou te deixar, neném
vou escapar quando você tentar estrangular o mar, neném
de deuses nos seus olhos negros
na sua mesinha de luz, flor que cheira a amores complicados

Desperte-me na, noite
ama fantasma deserdando o karma
sua língua escapa em direção à paz descalça
como... de baladas da minha alma
Guadalupe no reino dourado
é a rainha do meu ego e meu ego é quadrado
como esta nação, deformada,
sumerida no vinho daquele lugar enorme

Composição: