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O Comerciante

Darío Gómez

El Comerciante

(Así, bricaito)
(Ajá)
(Ay, que rico)

Maldita sea, que suerte tan negra
Pa' comerciante no sirvo yo
Y esta maldita jornaliadera
El perro diablo ya me llevó

Me puse a trabajar de mi cuenta
Pero la suerte no me ayudó
Voy a contar pa' que se den cuenta
A este comerciante lo que le pasó

Puse una fábrica de colchones
De paja en paja se me perdió
Voy a buscarla por los rincones
Pa' los ratones eso sirvió

Puse una fábrica de licores
Y el presidente me la quitó
Puse un café y puse una cantina
Se emborracharon y nadie pagó

Puse una bomba de gasolina
Pero de mala se me estalló
Puse una fábrica de chocolates
Y el cacaíto se derritió

Mi mujer llora y me dice
Mijo, y así negocio qué vas a hacer
Si hasta el cacao se me ha perdido
Con qué te voy a dar de comer

Si tú has tenido muy buen negocio
Pero todo eso se te acabó
Lo que pasó fue que ese piojoso
De perro diablo ya me llevó

(No, mijo)
(Usted ya está peor que el arruinado, no)
(Cómo te pareció)
(Ya no aguanto si no pongo a los guayos)
(Eso es así)

Puse un depósito de maderas
Y la polilla se la comió
Puse un granero y la clientela
Después que viene nadie me pagó

Y ya por último a mi mujer
Por manejar carro ella le dio
Hombre, y el tráfico tan descarado
Con carro y todo se la llevó

Ahora sí me agarró la malaria
Sin plata, negocio, ni mujer
Solo falta que llegue la diabla
Para que me lleve a mí también

Ahora sí me agarró la malaria
Sin plata, negocio, ni mujer
Solo falta que llegue la diabla
Para que me lleve a mí también

Mi mujer llora y me dice
Mijo, y así negocio qué vas a hacer
Si hasta el cacao se me ha perdido
Con qué te voy a dar de comer

Si tú has tenido muy buen negocio
Pero todo eso se te acabó
Lo que pasó fue que ese piojoso
De perro diablo ya me llevó

O Comerciante

(Assim, de boa)
(E aí)
(Ai, que delícia)

Maldita sorte, que azar danado
Pra comerciante eu não sirvo não
E essa maldita jornaleira
O cão do diabo já me levou

Tentei trabalhar por conta própria
Mas a sorte não me ajudou
Vou contar pra vocês se ligarem
O que aconteceu com esse comerciante

Abri uma fábrica de colchões
Mas de paca em paca se perdeu
Vou procurar em todos os cantos
Pra rato isso serviu, meu bem

Abri uma fábrica de bebidas
E o presidente me tomou
Abri um café e uma cantina
Se embriagaram e ninguém pagou

Abri um posto de gasolina
Mas de ruim estourou
Abri uma fábrica de chocolates
E o chocolatinho derreteu

Minha mulher chora e me diz
Filho, e assim que negócio você vai fazer?
Se até o cacau se perdeu
Com o que eu vou te alimentar?

Se você teve um bom negócio
Mas tudo isso já se acabou
O que rolou foi que aquele piozinho
Do cão do diabo já me levou

(Não, filho)
(Você já tá pior que o quebrado, não)
(O que achou?)
(Já não aguento se não coloco os guairos)
(É assim mesmo)

Abri um depósito de madeira
E a traça comeu tudo
Abri um celeiro e a clientela
Depois que vem, ninguém pagou

E por último, minha mulher
Por dirigir carro ela se foi
Homem, e o trânsito tão descarado
Com carro e tudo, levou ela embora

Agora sim, peguei a malária
Sem grana, negócio, nem mulher
Só falta a diaba chegar
Pra me levar também, que azar

Agora sim, peguei a malária
Sem grana, negócio, nem mulher
Só falta a diaba chegar
Pra me levar também, que azar

Minha mulher chora e me diz
Filho, e assim que negócio você vai fazer?
Se até o cacau se perdeu
Com o que eu vou te alimentar?

Se você teve um bom negócio
Mas tudo isso já se acabou
O que rolou foi que aquele piozinho
Do cão do diabo já me levou

Composição: Darío de Jesús Gómez Zapata