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Poeira

Das Ich

Staub

"Da macht ein Hauch mich von Verfall erzittern"

Am Abend wenn die Glocken Frieden louten
Folg ich der Vegel wundervollen Flugen
Die lang geschart gleich frommen Pilgerzugen
Entschwinden in den herbstlich klaren Weiten

Hindwandelnd durch den dommervollen Garten
Troum ich nach ihren hellern Geschicken
Und fuhl der Stunden weiser kaum mehr rucken
So folg ich uber Wolken ihren Fahrten

Da macht ein Hauch mich von Verfall erzittern
Die Amsel klagt in den entlaubten Zweigen
Es schwankt der rote Wein an rostigen Gittern

Indes wie blasser Kinder Todesreigen
Um dunkle Brunnenronder die verwittern
Im Wind sich frestelnd blaue Astern neigen

Poeira

"Um sopro me faz tremer de decadência"

À noite, quando os sinos tocam a paz
Sigo o voo maravilhoso dos pássaros
Que se agrupam como um cortejo de fiéis
Desaparecendo nas amplas clarezas do outono

Caminhando pelo jardim silencioso
Sonho com seus destinos mais brilhantes
E sinto que as horas quase não se movem
Então sigo sobre nuvens suas jornadas

Um sopro me faz tremer de decadência
A tordinha se lamenta nos galhos desfolhados
O vinho tinto balança em grades enferrujadas

Enquanto como um pálido baile de morte infantil
Em torno de poços escuros que se deterioram
No vento, as azáleas azuis se curvam"

Composição: Bruno Kramm