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Carne de Canhão

David Moya

Carne de Cañón

Tengo de alabastro el corazón y de barro las mejillas
Por eso no puedo llorar.
Pinto siluetas con carbón, que difumino con el dedo

Juego con la confusión
Me oriento como un barco sin timón
En digitales calendarios;
El léxico es un banco que prestó,
Sin interés vocabulario a mi revolución..

Y una de dos, o nos quedamos sin temor
O nos marchamos y no hay tregua,
Y cada cual con su dolor... ¡que haga lo que quiera!
Más si temblamos es peor, porque se nos ve a la legua
Que somos carne de cañón.

Si la ocasión la pintan calva es mejor
Que no se marche de puntillas...
No es el silencio buena opción.
Que de callar se han llenado cementerios
Y están en blanco muchos libros,
Que esperan la resurrección.

Las líneas de la mano son guión
Pero hay quién no sabe leerlas.
Su código es la mezcla del valor,
De lo improbable y la certeza de creer en el amor.
(estribillo)

Somos traficantes de ilusión y mercaderes de lo ajeno
Quemando sangre en el motor.
Vamos cabalgando sin temor, por los senderos de lo bello
Y cada nota es un color.
Se pinta el cielo gris si una canción no ve la luz en algún itio.
Se agita el viento para hacer llegar
La tempestad de su estribillo un vendaval de libertad...

Carne de Canhão

Tenho o coração de alabastro e as bochechas de barro
Por isso não consigo chorar.
Pinto silhuetas com carvão, que esfumo com o dedo

Brinco com a confusão
Me oriento como um barco sem leme
Em calendários digitais;
O léxico é um banco que emprestou,
Sem juros, vocabulário à minha revolução..

E uma de duas, ou ficamos sem medo
Ou partimos e não há trégua,
E cada um com sua dor... que faça o que quiser!
Mas se trememos é pior, porque fica claro
Que somos carne de canhão.

Se a ocasião é pintada de calvo é melhor
Que não saia de fininho...
O silêncio não é uma boa opção.
Porque de calar se encheram cemitérios
E muitos livros estão em branco,
Que esperam a ressurreição.

As linhas da mão são roteiro
Mas tem quem não saiba lê-las.
Seu código é a mistura da coragem,
Do improvável e a certeza de acreditar no amor.
(refrão)

Somos traficantes de ilusão e mercadores do que não é nosso
Queimando sangue no motor.
Vamos cavalgando sem medo, pelos caminhos do belo
E cada nota é uma cor.
O céu fica cinza se uma canção não vê a luz em algum lugar.
O vento se agita para fazer chegar
A tempestade de seu refrão, um vendaval de liberdade...

Composição: