Primera Plana
Primera plana de todos los diarios:
Nueva ofensiva contra el frente irakí.
Agua para todos, nunca mais, chapapote...
Yo sólo pienso cuando podré dormir
Y en lo que salvé, lo que no pudo quemar
El escenario del local, el público del bar.
Esta mañana es un caos, entre gasoil y cafeína,
Espejo sucio del exceso de ayer cuando no tuve medida.
Me vuelven "a dar de lao" tantas excusas malditas
Que formulaba en cada trago de ron:
"mañana será otro día".
Cientos de escolares en guerra constante,
Tantos maestros tratan de resistir,
Bandadas de gaviotas en los vertederos
Buscando lo que el mar ya no les puede servir
Y migrarán buscando el maná,
Sin temor a naufragar, sin morir en gibraltar.
Esta mañana es un caos, de corrupción y cocaína,
Testigo mudo de lo que pudo ser y nunca ha sido la vida.
Me vuelven "a dar de lao" con sus excusas malditas
Todas las cosas que yo nunca soñé
Se desvanecen deprisa.
Poetas frustrados en la cola del paro,
Gente sin alma, cuerpos de postín.
Otro violinista cayó del tejado,
Ya no quedan gatas en las tejas de zinc
Y te dirán: "chico no vas a llegar;
Cuanto más lejos, ya verás, mucho menos que ganar"
Primeira Página
Primeira página de todos os jornais:
Nova ofensiva contra o front iraquiano.
Água para todos, nunca mais, chapapote...
Só consigo pensar quando poderei dormir
E no que salvei, no que não pude queimar
O cenário do local, o público do bar.
Esta manhã é um caos, entre diesel e cafeína,
Espelho sujo do excesso de ontem quando não tive limites.
Me voltam "a dar de lado" tantas desculpas malditas
Que eu formulava a cada gole de rum:
"Amanhã será outro dia".
Centenas de estudantes em guerra constante,
Tantos professores tentando resistir,
Bandos de gaivotas nos lixões
Procurando o que o mar já não pode lhes oferecer
E migrarão buscando o maná,
Sem medo de naufragar, sem morrer em Gibraltar.
Esta manhã é um caos, de corrupção e cocaína,
Testemunha muda do que poderia ser e nunca foi a vida.
Me voltam "a dar de lado" com suas desculpas malditas
Todas as coisas que eu nunca sonhei
Se desvanecem depressa.
Poetas frustrados na fila do desemprego,
Gente sem alma, corpos de fachada.
Outro violinista caiu do telhado,
Já não restam gatas nos telhados de zinco
E te dirão: "garoto, você não vai chegar;
Quanto mais longe, você verá, muito menos a ganhar".