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Ainda

David Moya

Todavía

Viene cabizbaja la alegría de pensar,
Los acordes son menores y se hacen de rogar.
Y es que quiero imaginar que no es toda la verdad
Que no puedo estar despierto, que este mundo no es real;
Que los charcos que pisamos secarán y florecerá.
Trato de pensar que en basora y en bagdag
Se rueda una de spielberg y que ya me sé el final,
Que a la tierra prometida llegarán
Los locos aunque sea por la puerta de atrás.

Y si preguntan que pasó
Diré que todo fue mentira,
Que hubo trampa, hubo cartón
Y andamos entre bambalinas,
Que te cura el sin razón y entretiene la utopía
De saberte caminando todavía.

Llevo entre las manos un presente de ansiedad,
La metralla del exceso, la violencia de soñar.
Y es que hay tanto por gritar, mucho más por derribar,
Pero callan los profetas y todo es justificar
Que nos ha faltado tiempo para amar,
Y ahora hay que luchar.
Por eso quiero claudicar de la angustia capital,
De la inercia del progreso, del vivir o reventar,
De este sálvese quien pueda criminal...
Que otra vuelta más de tuerca
Alguién la habrá de pagar. (estribillo)

Ninguna guerra terminó, la vida no es colateral,
La cuenta no es exacta, no hay precio que acordar.
Y otra sarta de sandeces para poder rellenar
Otra página de la historia universal...
Otro cuento para los hijos que vendrán. (estribillo)

Ainda

Vem cabisbaixa a alegria de pensar,
Os acordes são menores e se fazem de rogar.
E é que quero imaginar que não é toda a verdade
Que não posso estar acordado, que este mundo não é real;
Que as poças que pisamos secarão e florescerão.
Tento pensar que em Basora e em Bagdá
Rola um filme do Spielberg e que já sei o final,
Que a terra prometida chegará
Os malucos, mesmo que seja pela porta dos fundos.

E se perguntarem o que aconteceu
Direi que tudo foi mentira,
Que houve trapaça, houve cartolina
E andamos entre as cortinas,
Que te cura a falta de razão e entretém a utopia
De saber que você ainda está caminhando.

Carrego entre as mãos um presente de ansiedade,
A metragem do excesso, a violência de sonhar.
E é que há tanto para gritar, muito mais para derrubar,
Mas os profetas se calam e tudo é justificar
Que nos faltou tempo para amar,
E agora é hora de lutar.
Por isso quero desistir da angústia capital,
Da inércia do progresso, de viver ou explodir,
Deste salve-se quem puder criminal...
Que mais uma volta de parafuso
Alguém vai ter que pagar. (refrão)

Nenhuma guerra terminou, a vida não é colateral,
A conta não é exata, não há preço a acordar.
E mais uma ladainha de bobagens para poder preencher
Mais uma página da história universal...
Outra história para os filhos que virão. (refrão)

Composição: