Othello
É tudo tão sem graça e irritante
Me dá um momento de sinceridade
Deixa de lado essa história de estatística e séries temporais
No fundo, será que é verdade?
Se ele diz que é, então deve ser, né?
Não consigo distinguir se é um vagabundo ou um gênio
Como eu decidi o que gosto ou não?
Como eu decidi o que é certo até agora?
Só de pensar, já me canso à toa
Aliás, ontem eu estava com alguém de novo
Preto ou branco, vai, decide logo
Porque uma semana depois, já vou estar de saco cheio
Certo ou errado, vem, me segue nessa
É uma boa, né? Um Othello pra desestressar
Inseguro e melancólico, o céu tá nublado, parece que vai chover
É só por causa do calor e da pressão, será?
Essa angústia é
Assim, eu arrumo uma desculpa
E acabo deixando o guarda-chuva pra trás
Se não gosta, por que não risca e apaga tudo?
É, faz sentido
Mais uma vez, eu vou me deixar levar
Mais uma vez, eu vou ser virado do avesso
Mais uma vez, a resposta muda
Repetindo, repetindo
Mais uma vez, eu vou me deixar levar
Mais uma vez, eu vou ser virado do avesso
Mais uma vez, a resposta muda
Repetindo, repetindo, repetindo, repetindo
Dizer que é especial ou o melhor
É como cuspir veneno, tão fácil
A lâmina que fere e a cura que alivia
É tudo a mesma coisa, parece até brincadeira
Eu sei, eu sei
Preto ou branco, vai, me deixa decidir
Porque uma semana depois, já vou estar de saco cheio
Certo ou errado, vem, me deixa dançar até hoje à noite Ah
Vamos acabar com isso, Othello