Serpentina
Sin mucho gusto y susto a la paciencia
Mientras más apretada la alcancía
El precio que se inflama en tu acuarela
Con tanta mala hierba en la tarima
Bailemos por la noche que se estampa
Y sopla lo malo con serpentinas
Que no hace falta usar tantas palabras
Para decir de abajo voy arriba
Que toque redoble sin chamarreta
Reparte punto aparte de una lista
Que llevo tu sonrisa en mi libreta
Cual lluvia a la cosecha, mira con larga vista
Y a lo banal dedos en la cabeza
Y arroya con la bomba que repica
No vaya a ser que el chacra te sorprenda
Con una cara de esas, parado en la vitrina
Y a golpe de puño en el alma
Con ratos de algo y a ratos de nada
Sin trecho a la gloria, de atrezo las alas
Con lluvia y sin sombrilla, aún espero que me sigas
Te entrego mis cinco sentidos
Mis tres peticiones, con mis siete vidas
Repletos de versos sin oro sospecho
Fortuna en tu risa, sin tantas estrellitas
Y el que tiene las llaves
Que rompa la ventana
Y el que espera de noche
Que espere de mañana
Y el que se ve al espejo
Que mire al que va al lado
Y el que te da su cierto
De bueno y malos pasos
Suerte que no me planta
Cuerda que no se afloja
Lengua que si se enfanga
Olé con la saya roja
Tierra que no se arranca
Alma que no abandona
Vida que no me falta
Y mundo pa´ la tonga
serpentina
Sem muito gosto e medo da paciência
Quanto mais apertado o cofrinho
O preço que inflama em sua aguarela
Com tanta erva na dais
Vamos dançar no anoiteco
E sopre o ruim com serpentinas
Que não é necessário usar tantas palavras
Para dizer abaixo, eu vou até
O que um timão toca sem um amontoamento
Distribua o ponto além de uma lista
Eu carrego seu sorriso no meu caderno
Que chuva cair, olhar com vista longa
E dedos banais na cabeça
E eleva com a bomba que peals
Não deixe o chakra surpreendê-lo
Com um rosto como esse, parado na janela
E tocar o punho na alma
Com tempos de algo e às vezes nada
Sem esticar a glória, de asas ousadas
Com chuva e sem guarda-chuva, ainda espero que você me siga
Eu dou-lhe os meus cinco sentidos
Meus três pedidos, com minhas sete vidas
Cheio de versos sem ouro, eu suspeito
Fortune in your laughter, sem tantas estrelas
E aquele com as chaves
Deixe a janela quebrar
E aquele que espera à noite
Aguarde amanhã
E aquele que olha para o espelho
Isso olha para o próximo
E aquele que te dá a verdade
De bons e maus passos
Boa sorte não me planta
Corda que não diminui
Idioma que, se irritado
Olé com a saia vermelha
Terra que não começa
Alma que não abandona
Vida que eu não quero
E mundo para as tonga
Composição: Vicente A. Trigo Junco