Brodiaga
Na doroge razbitoe telo,
Na derev'iakh ostanki dushi -
Odinokaia smert' proletela
V ehtoj Bogom zabytoj glushi.
On lezhal na istlevshem bur'iane,
Plyli v nebe slepye glaza.
Bezymiannyj, bosoj, okaiannyj,
A vdali sobiralas' groza.
Na grudi v svete molnij siiali
Dva chervia da serebrianyj krest,
A vdali molcha gory stoiali,
Steregli pustotu ehtikh mest.
Ehj, brodiaga, ty syn chelovechij,
Gde tvoj kon', gde zhena, gde selo?
Oblakami okutavshi plechi,
Mat'-groza otpevala ego.
Skol'ko let ty po svetu skitalsia,
Kak davno ot rodimoj dveri?
V dal' ushel i navek tam ostalsia,
Gospod' dushu ego zaberi.
Zakopal ia ego pod ol'khoiu,
Svet ot molnij stekal po usam,
Ne uvidel ia ten' za soboiu...
Ponial, chto khoronil sebia sam.Brodi
Errante
Na dor de um corpo quebrado,
Nos galhos, restos da alma -
Uma morte solitária passou
Neste silêncio esquecido por Deus.
Ele deitava na vegetação em chamas,
Nos céus, olhos cegos flutuavam.
Sem nome, nu, amaldiçoado,
E ao longe, uma tempestade se formava.
No peito, relâmpagos brilhavam
Dois vermes em um crucifixo prateado,
E ao longe, em silêncio, montanhas se erguiam,
Vigiando o vazio desses lugares.
Eh, errante, tu és filho do homem,
Onde está teu cavalo, onde está tua mulher, onde está tua aldeia?
Nuvens cobrindo os ombros,
Mãe-tempestade o despediu.
Quantos anos vagou pelo mundo,
Quanto tempo desde a porta de casa?
Foi para longe e lá ficou para sempre,
Senhor, leve sua alma.
Eu o enterrei sob um álamo,
A luz dos relâmpagos escorria pelos lábios,
Não vi a sombra atrás de mim...
Entendi que estava enterrando a mim mesmo.