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Interv'iu

DDT

Interv'iu

U nikh nadezhnaia shchel', u nikh v dyre nora
Ikh pochti ne dostat', razve angel nikto
Priletit k tebe noch'iu v fal'shivom pal'to
Zdes' ot pavshikh net khuda, ot zhivykh dobra
A khochesh' zhit' - stan' mertvym, chto mozhesh' s'esh'
Rupora massmedia priv'iut novyj vkus
Ad glorium per anum vyshchipal plesh'
V nashem strashnom sne, a ty filosof ne trus
Schast'e svetloe vsem, da vysoka ograda
Edut v goru kresty, vse iz shokolada
Reklamiruet Rok prezidentov da vodku
Chto zh dvizheniia net, da kuda devat' glotku?

Pripev 1
Glotku! Ia budu drat' glotku
Pro bezumnye dali, gde my ne byvali
No vse zhe, no vse zhe, my budem pokhozhi
Kogda-nibud' s Nim, kogda-nibud' s Nim

Meloch' nichego ne proshchaet bol'shomu
Milliony stali trivial'noj sotkoj
Raskoriachilsia monument u plastmassovogo doma
Gulliver - Petr v liliputskoj lodke
Mertvyj dozhd' sh'iot kino - serial na nedeliu
S iuga veter prines chuzhezemnuiu osen'
Ia v lesu vchera videl russkuiu ideiu
Shla s verevkoj na shee mezhdu spilennykh sosen
Zdes' reklamnaia pauza...... Raj
Ottianut', ottarakanit', polozhit' na zub
Chto dusha upasla - na tom svete p'et chaj
Chto na tele ostalas' pomada ot gub

Pripev
Glotku! Ia budu drat' glotku
Pro bezumnye dali, gde my ne byvali
No vse zhe, no vse zhe my budem, prokhozhij,
Kogda-nibud' s Nim, kogda-nibud' s Nim!

Pripev 2
Ne branites', kheruvimy
Ne grusti, gospod', - nas bol'she
Prozhivem my zlye zimy
Stanem krashe, stanem ton'she
Svetel raj, da trudno zemliu
Sdelat' snom v snegu posteli
Chto rasstelili nam meteli
Sem' nebes nakryli ten'iu

Ne grozi chertiam tserkov'iu, riadom s nej zhivut
Khoziain na priviazi, ne bojsia sobak
Otkopali kosti Lira, rech' tolkaet shut
Da pojdi razberi kto, kto zdes' - durak
Dazhe zvezdy ne te , ne v nebe, kak nado
Zvezdy nosiat prokladki, p'iut shampun', khit-parady
S'eli belye poloski na svoikh tel'niashkakh
Kommunal'nye vozhdi, zhenikhi iz "Priazhki"*
Na troikh diktatura bandiuki da natsi
Razlivaiut stranu, kto zh zakuska brattsy?
Kak ikh sdelat' liud'mi? Dajte im na vodku
A poka, a poka, a poka - poka - poka - poka

Pripev 1

Pripev 2 - 2raza

Interv'iu

Uma esperança na toca, eles têm um buraco
Quase não dá pra pegar, a não ser que um anjo venha
Chegará até você à noite com um casaco falso
Aqui dos caídos não há mal, dos vivos há bondade
E se você quer viver - fique morto, o que mais pode fazer?
O megafone da mídia vai trazer um novo gosto
Do glorioso pelo ânus, arranquei a careca
No nosso pesadelo assustador, e você, filósofo, não é covarde
A felicidade é clara para todos, mas a cerca é alta
Cruzando a montanha, todas de chocolate
Anunciando o Rock dos presidentes e a vodka
Por que não há movimento, e pra onde vai a goela?

Refrão 1
Goela! Eu vou rasgar a goela
Sobre os lugares insanos, onde nunca estivemos
Mas mesmo assim, mas mesmo assim, vamos nos parecer
Algum dia com Ele, algum dia com Ele

Coisas pequenas não perdoam os grandes
Milhões se tornaram uma manada trivial
O monumento se desfez perto da casa de plástico
Gulliver - Pedro na barquinha liliputiana
A chuva morta atira cinema - uma série para a semana
Do sul, o vento trouxe um outono estrangeiro
Eu vi ontem na floresta a ideia russa
Caminhando com uma corda no pescoço entre os pinheiros cortados
Aqui uma pausa publicitária... Paraíso
Deslocar, desatar, colocar na boca
O que a alma se foi - no outro mundo canta chá
O que ficou no corpo é batom dos lábios

Refrão
Goela! Eu vou rasgar a goela
Sobre os lugares insanos, onde nunca estivemos
Mas mesmo assim, mas mesmo assim, seremos, passando,
Algum dia com Ele, algum dia com Ele!

Refrão 2
Não briguem, querubins
Não fique triste, senhor - somos mais
Sobreviveremos a invernos cruéis
Ficaremos mais bonitos, ficaremos mais magros
O paraíso é claro, mas a terra é difícil
Fazer do sono uma cama na neve
O que as nevascas nos arrumaram
Sete céus cobriram com sombra

Não ameace os demônios com a igreja, ao lado dela vivem
O dono na coleira, não tenha medo dos cães
Desenterraram os ossos de Lira, a fala só faz piada
E vai lá, descobre quem, quem está aqui - idiota
Nem as estrelas são as mesmas, não estão no céu, como deveriam
As estrelas usam absorventes, bebem xampu, hits e paradas
Comeram tiras brancas em suas barrigas
Líderes comunitários, noivos da "Priazhka"*
Três ditaduras de bandidos e nazistas
Derramam o país, quem é o petisco, irmãos?
Como torná-los humanos? Dê-lhes vodka
E por enquanto, e por enquanto, e por enquanto - por enquanto - por enquanto

Refrão 1

Refrão 2 - 2 vezes

Composição: