Ni shagu nazad
Kardiogrammy nochnykh fonarej,
Vskhlipy serdchno-sosudistykh grez,
Ryb'i skelety osennikh berez
V parandzhe razvrashchennykh vostochnykh dozhdej.
Seroe plamia asfal'tovykh rek,
Kanalizatsionnyj vzgliad
Liukov, vpaiannykh v ehtot vek,
Skvoz' nikh - tol'ko vniz,
No ne nazad!
Pripev:
Ni shagu nazad, tol'ko vpered,
Ehto s soboiu nas noch' zovet.
Kuda poletim? Vverkh ili vniz?
Ehto otvetit nam nash karniz.
Nebo prishito k nam stal'iu antenn.
Emu nikuda uzhe ne ubezhat'.
Veter zagnan v metro. Avtomat-impotent.
My ne za kontrol', no tak obidno teriat'.
My liubim plastmassu, uran i beton,
Edim farmatsevtov, a p'em kerosin.
Vmesto sireni - odekolon,
Iz liuboj erundy vyzhmem chistyj benzin.
Pripev:
Osen' nastala, zhelteiut doma,
Obletaiut pechal'no sukhimi liud'mi.
Povernulas' k nam zadom starushka-Luna,
Pod glazom eio sled ot ch'ej-to nogi.
Chto svetit nam zavtra, chto greet sejchas?
Na skol'ko udobnej litovannyj krest?
Za ehti voprosy nam Pushkin vozdast,
Rodnia nas ne vydast, a Rejgan ne s'est!
Pripev:
Nenhum passo para trás
Kardiogramas das lanternas noturnas,
Sussurros de sonhos cardíacos,
Esqueletos de peixes nas margens de outono
Na dança dos chuviscos pervertidos do leste.
Chamas cinzentas de rios asfaltados,
Um olhar de esgoto
De bocas fundidas neste século,
Através delas - só para baixo,
Mas não para trás!
Refrão:
Nenhum passo para trás, só para frente,
Esta noite nos chama.
Para onde vamos? Para cima ou para baixo?
Isso vai nos responder nosso beiral.
O céu costurado a nós como uma antena de metal.
Ele não tem mais para onde fugir.
O vento empurrado para o metrô. Automático impotente.
Não estamos no controle, mas é tão triste perder.
Amamos plástico, urânio e concreto,
Comemos farmacêuticos, e bebemos querosene.
Em vez de sirenes - um perfume,
De qualquer besteira vamos extrair gasolina pura.
Refrão:
O outono chegou, as casas estão amarelas,
Pessoas secas voam tristes.
A velha Lua voltou para nós de costas,
Sob seu olhar, a marca de algum pé.
O que nos ilumina amanhã, o que aquece agora?
Quão confortável é uma cruz de litografia?
Para essas perguntas, Pushkin nos responderá,
A família não nos abandonará, e Reagan não vai comer!
Refrão: