Pravda na pravdu
Strana shvyriala ehtoj noch'iu mutnoj svoloch'iu.
I razmeniav dobro na zlo, kak den'gi starye na novye,
Rvanula asfal't, kogda on na shcheke, kak vodka s gorech'iu,
I okna, okna byli pervye gotovye.
I zlo na zalivnom kone vzmakhnulo shashkoiu.
Dobro, ono vsegda bez kulakov, triaslo kul'tiashkami.
Pytalas' zhalost' ubedit', pomoch' opomnit'sia,
No vsio bystree i tochnej letela konnitsa.
Aplodismenty. Na manezh pod zvezdnym kupolom
Povypuskala noch' zverej i zamiaukala,
I zaalekala, vspotela, vmig sostarilas',
I poblednela, i strukhnula, i zatarilas'
Chem bog poslal, a chert, a chert, a chert podsunul im,
A on ved' staryj teatral, kha-kha, on liubit grim.
Tela vdrug stali vse ogromnye da polye,
I p'ianitsa sapozhnik - pamiat' nam ostavil plenki golymi.
Pripev:
Pravda na pravdu,
Vera na ikonu,
A zemlia da na tsvety,
Ehto ia da ehto ty.
Strana shvyriala ehtoj, ehtoj noch'iu svoloch'iu.
Zakat, kogda on na shcheke kak vodka s gorech'iu.
Strakh pokryval vse matom, budto potom, strakh brel po gorodu.
Nochnoe nebo bylo dotom, ono eshche napominalo ch'iu-to borodu...
Provintsiia zevala, grustno nervno v televizory.
A kto-to prosto shel domoj i el iaichnitsu,
Dyshali trupy tikho, merno pod skal'pelem provizora,
A kto-to v zerkale vertel uzhe svoeiu lichnost'iu.
Stranu rvalo, ona sognuvshis' popolam iskala pomoshchi,
A pomoshch' tankov po lotkam davila ovoshchi.
Aplodismenty, bis, vezde revelo zrelishche,
Strelialo pravo po bede - uvidish' gde eshche?
Strana rydala zhirnoj pravdoj, tak i ne poniav istiny.
Reanimatsiia vizzhala, vyla baboj, poslednej pristan'iu.
Pensionery s palkami rubilis' v gorodki s militsiej,
A reportery, s galkami, ikh ugoshchali blitsami.
Sud'ba pila, krestias', i bliadovala s magami,
Breli bezzubye starukhi da s zubami flagami.
Da, povar golod podmeshal im v zhidkij sup dovol'no porokhu,
Geroi kryli tut i tam ognem po shorokhu.
I spravedlivost' dumala zaniat' ch'iu-libo storonu,
Potom reshila, kak vsegda, pust' budet smerti porovnu.
Da pogibali ehti okna, ehti kryshi pervymi.
Vse puli byli zdes' ravny vse mysli vernymi.
Aplodismenty, bis, vezde revelo zrelishche.
Strelialo pravo po bede - uvidish' gde eshche.
I lish' v grimerke tserkvi pustota, v tishi da v ladane,
Gde vysota da prostota, gde barrikady ada net.
Ona gorela v vyshine, bez dyma plameni.
Ia na koleni tozhe vstal, kosnuvshis' ehtogo edinstvennogo znameni.
Pripev:
Strana shvyriala proshloj noch'iu mutnoj svoloch'iu.
Strana skrebla lopatoj utrom po krovi pokrytoj ineem.
Da po utram vsia griaz', vse luzhi otrazhaiut sinee.
Asfal't kogda on na shcheke, kak vodka s gorech'iu.
Na pamiat' foto piramid s pustymi oknami-glaznitsami,
Aplodismenty, chudnyj vid, s listom klenovym da s sinitsami.
A budushchee, chto tol'ko rodilos', bezzvuchno plakalo,
A vremia tikalo sebe, a serdtse takalo.
I:
Pripev:
Eshche!
Pripev:
Verdade na Verdade
O país se despedaçou naquela noite de sujeira.
E troquei o bem pelo mal, como dinheiro velho por novo,
Rasgou o asfalto, quando ele bateu na bochecha, como vodka amarga,
E as janelas, as janelas estavam prontas primeiro.
E o mal na baía se ergueu com um peão.
O bem, ele sempre sem punhos, sacudia com as palmas.
Tentou a tristeza convencer, ajudar a lembrar,
Mas tudo mais rápido e preciso voava a cavalo.
Aplausos. No picadeiro sob a cúpula estrelada
A noite soltou feras e começou a miar,
E se encolheu, se esgotou, de repente envelheceu,
E empalideceu, e se assustou, e se trancou
Com o que Deus mandou, e o diabo, e o diabo, e o diabo lhes deu,
E ele, afinal, é um velho teatral, ha-ha, ele ama a maquiagem.
Os corpos de repente se tornaram enormes e vastos,
E o bêbado sapateiro - deixou a memória nua.
Refrão:
Verdade na verdade,
Fé no ícone,
E a terra nas flores,
Isso sou eu e isso é você.
O país se despedaçou naquela, naquela noite de sujeira.
O pôr do sol, quando ele bateu na bochecha como vodka amarga.
O medo cobria tudo com palavrões, como se depois, o medo vagasse pela cidade.
O céu noturno estava lá, ainda lembrava da barba de alguém...
A província bocejava, triste e nervosa na televisão.
E alguém simplesmente ia pra casa e comia omelete,
Os corpos respiravam quietos, calmamente sob o escalpo do farmacêutico,
E alguém no espelho já contava sua própria personalidade.
O país se despedaçava, curvando-se ao meio, buscava ajuda,
E a ajuda dos tanques esmagava os vegetais.
Aplausos, bis, em todo lugar ecoava o espetáculo,
Atirava direto na desgraça - você verá onde mais?
O país chorava com a gordura da verdade, sem entender a verdade.
A reanimação uivava, uivava como uma velha, no último porto.
Os aposentados com bastões brigavam em um jogo de cidade com a polícia,
E os repórteres, com as câmeras, os presenteavam com flashes.
O destino bebia, se crucificava, e se prostituía com os magos,
As velhas sem dentes e com dentes se arrastavam com bandeiras.
Sim, o cozinheiro a fome misturava em uma sopa líquida bem podre,
Os heróis se escondiam aqui e ali com fogo na poeira.
E a justiça pensava em tomar o lado de alguém,
Depois decidiu, como sempre, que a morte seria igual.
E assim as janelas morriam, os telhados eram os primeiros.
Todas as balas eram iguais aqui, todos os pensamentos eram verdadeiros.
Aplausos, bis, em todo lugar ecoava o espetáculo.
Atirava direto na desgraça - você verá onde mais?
E só no camarim da igreja havia vazio, no silêncio e no incenso,
Onde a altura e a simplicidade, onde as barricadas do inferno não estão.
Ela queimava nas alturas, sem fumaça nas chamas.
Eu também me levantei de joelhos, tocando esse único sinal.
Refrão:
O país se despedaçou na noite passada de sujeira.
O país arrastava a pá de manhã sobre o sangue coberto de geada.
E nas manhãs toda a lama, todas as poças refletem o azul.
O asfalto quando ele bateu na bochecha, como vodka amarga.
Na memória, fotos de pirâmides com janelas-ojo vazias,
Aplausos, vista maravilhosa, com folhas de bordo e com azulões.
E o futuro, que apenas nasceu, chorava silenciosamente,
E o tempo ticava para si, e o coração batia.
E:
Refrão:
Mais!
Refrão: