Svechi
Ia zazheg v tserkviakh vse svechi, no odnu - odnu ostavil,
Chtoby drug v osennij vecher da po mne ee postavil,
Chtoby dal'niaia doroga mne koroche pokazalas',
Chtob dusha, vzdremnuv nemnogo, vnov' v Rossiiu sobiralas'.
Gde porvav k chertiam vse telo sberegla ee zhivoiu.
Dnem dralas' a noch'iu pela, ne davala ej pokoia.
Grela l'dom kormila nebom, zhizn' s ovchinu otrydalas'.
Tselovala spelym snegom i ognem laskat' pytalas'.
Otniala liubov' zemnuiu, podariv tosku i veru,
Razbavliaia udaluiu zhizn' vesel'em bez mery.
Ni kola dvora ni deneg - tol'ko gorech' da trevogu,
Da zakat gde vse do feni, gde ni dveri, ni poroga
Solo
Ia zazheg v tserkviakh vse svechi, no odnu - odnu ostavil,
Chtoby drug v osennij vecher da po mne ee postavil,
Chtoby dal'niaia doroga mne koroche pokazalas',
Chtob dusha, vzdremnuv nemnogo, snova k domu sobiralas'.
Otpustil popam grekhi ia, chtob oni mne otmolili.
Vse chto mne druz'ia nalili - vse tebe, moia Rossiia!
Velas
Acendi todas as velas na igreja, mas deixei uma - uma só,
Pra que um amigo, numa noite de outono, a colocasse por mim,
Pra que o caminho distante parecesse mais curto pra mim,
Pra que a alma, cochilando um pouco, voltasse a se reunir na Rússia.
Onde rasguei tudo, guardei ela viva.
Durante o dia corria e à noite cantava, não lhe dava descanso.
Aqueceu o gelo, alimentou com o céu, a vida se despedaçava com a ovelha.
Beijava com neve madura e tentava acariciar com fogo.
Cortou o amor terreno, presenteando com saudade e fé,
Diluindo a vida feliz em alegria sem medida.
Nem um carro na calçada, nem dinheiro - só amargura e ansiedade,
E o pôr do sol onde tudo vai pro espaço, onde não há porta, nem limiar.
Solo
Acendi todas as velas na igreja, mas deixei uma - uma só,
Pra que um amigo, numa noite de outono, a colocasse por mim,
Pra que o caminho distante parecesse mais curto pra mim,
Pra que a alma, cochilando um pouco, voltasse pra casa.
Perdoei os padres pelos pecados, pra que eles orassem por mim.
Tudo que os amigos me serviram - tudo pra você, minha Rússia!