Vorony
Na nebe vorony, pod nebom monakhi,
I ia mezhdu nimi v rasshitoj rubakhe,
Lezhu na prostore, legka i prigozha,
I solntse vzroslee, i veter molozhe.
Menia otpevali v gromadine khrama,
Byla ia nevesta, prekrasnaia dama.
Dusha moia riadom stoiala i pela,
No liudi, ne veria, smotreli na telo.
Sud'ba i molitva menialis' mestami,
Molchal moj liubimyj i krestnoe znamia,
Litso ego svetom edva osveshchalo,
Prostila ego. Ia emu vse proshchala.
Vesna zadrozhav ot pechal'nogo zvona,
Smakhnula tri kapli na liki ikony,
Chto mirno pokoilas' mezhdu rukami.
Eio tselovalo veseloe plamia.
Svecha dogorela, upalo kadilo.
Zemlia zastonav, prevrashchalas' v mogilu.
Ia brosilas' v nebo za legkoj sinitsej.
Teper' ia na vole, ia Belaia Ptitsa.
Vzletev na proshan'e, kruzhas' nad rodnymi,
Smeialas' ia, goria ikh ne ponimaia.
My vstretimsia vskore, no budem inymi.
Est' vechnaia volia, zovet menia staia.
Pássaros
No céu dos pássaros, sob o céu de monarcas,
E eu entre eles em uma blusa larga,
Deito na imensidão, leve e bonita,
E o sol mais alto, e o vento mais jovem.
Cantaram-me na grandeza da catedral,
Eu era a noiva, uma dama sem igual.
Minha alma ao lado estava e cantava,
Mas as pessoas, não acreditando, olhavam para o corpo.
Destino e oração trocavam de lugar,
Meu amado em silêncio e a cruz a brilhar,
Seu rosto iluminado mal iluminava,
Perdoei-o. Eu a ele tudo perdoava.
A primavera tremia com o sino triste,
Três gotas caíram sobre o rosto da imagem,
Que em paz repousava entre as mãos.
Ela beijava a chama alegre.
A vela se apagou, o incenso caiu.
A terra gemeu, transformando-se em sepulcro.
Eu me lancei ao céu por um azul leve.
Agora estou livre, eu sou a Pássara Branca.
Elevando-me na despedida, rodopiando sobre os meus,
Eu ria, sem entender sua dor.
Nos encontraremos em breve, mas seremos outros.
Há uma vontade eterna, a matilha me chama.